O presidente Jair Bolsonaro admitiu, nesta quinta-feira, alterar
pontos da proposta que o Governo enviou, no último dia 20, ao Congresso
Nacional para a reforma da Previdência Social. Entre as alterações
possíveis, está a regra da idade mínima para mulheres. Em café da manhã
com jornalistas, o chefe do Executivo federal sinalizou que a idade
mínima pode ser reduzida, na proposta, de 62 para 60 anos.
A flexibilização da reforma da Previdência para tentar diminuir os
focos de resistência à proposta apresentada na semana passada começou a
ser discutida entre os aliados do Palácio do Planalto. O primeiro recuo
em debate com a oposição trata da aposentadoria do trabalhador rural.
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, evitou, ontem, comentar
mudanças em pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Nova
Previdência, principalmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC)
pago a idosos e a aposentadoria rural. "Calma, está sendo negociado,
acertado", afirmou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu, nesta
semana, que as mudanças no BPC e na aposentadoria rural sejam retiradas
da pauta da Previdência e avaliadas separadamente.
Onyx afirmou que Bolsonaro vai participar ativamente na discussão
sobre a reforma da Previdência na sociedade depois do Carnaval. "É muito
importante a presença do presidente nesse debate da Previdência", disse
o ministro.
(Diário do Nordeste)



