Uma mulher foi chicoteada com um fio elétrico pelo marido em Angra
dos Reis, na Região da Costa Verde. O motivo: ela saiu de barco com os
pais do agressor e demorou a chegar em casa, segundo a irmã da vítima. O
homem, identificado como Uelinton de Oliveira, teve a prisão temporária
autorizada pela Justiça na última sexta-feira e desde então está
foragido.
"A minha irmã foi para uma ilha aqui na região com os pais dele, que
ele mandou ir. O Uelinton deu determinado horário para ela voltar, mas o
pai dele fez um frete com o barco e ela acabou chegando tarde. Ele
bateu nela porque minha irmã não chegou no horário, para você ver a
crueldade do ser humano", disse ao DIA Marcélia Rocha, irmã da vítima, que postou o caso nas redes sociais nesta quarta-feira.
A vítima, que não vamos identificar para a sua segurança, estava com o
filho de apenas oito meses do casal no colo no momento em que foi
agredida. A mulher também relatou aos familiares que apanhou, inclusive,
até durante a gestação e quando estava no pós-parto.
"Ela estava com o filho no colo. Ele tirou o bebê do colo dela,
colocou na cama e jogou ela ao lado do bebê, a agredindo diversas vezes
com os fios", disse Marcélia, que afirmou ter sido ameaçada. "Ele a
ameaçava constantemente, que a iria matar, a mim e a minha mãe caso
denunciássemos".
De acordo com a polícia, o caso aconteceu no último dia 2. Após ser
agredida com golpes de fio elétrico, a vítima ficou com as costas toda
marcada e procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher de Angra dos
Reis. Com a repercussão da postagem de Marcélia, há informações que o
agressor se entregue nesta quinta-feira. "Não conseguimos prender em
flagrante, mas podemos executar o mandado de prisão temporária a
qualquer momento", disse uma fonte ao DIA. "Segundo ela narra, quando ele não era agradado batia nela como forma de punição", completou.
Histórico de agressões
A irmã da vítima disse que o casal faria 10 anos juntos em abril. Por
oito anos ela não fez contato com a família, "se manteve longe da
família, em cárcere privado praticamente, porque ela não falava com
ninguém, não podia ter contato com ninguém."
"A gente não sabia onde ela estava, como estava e até se estava viva.
Ele obrigava ela a usar roupas compridas para esconder os hematomas, e
por ciúme também", conta a estudante.
Segundo a jovem, a irmã, de 28 anos, retomou contato com a família há
cerca de um ano. "Há um ano, ele veio pedir desculpas para minha mãe,
dizendo que estava arrependido, que tinha mudado, entrado para a igreja,
que ia deixar a gente ver minha irmã. Começamos a frequentar a casa
deles, mas até então não havia nenhum sinal de violência contra minha
irmã, só o jeito grosso, arrogante, que ele sempre foi com a minha
irmã", explica.
Em nota, a Polícia Civil disse que um mandado de prisão temporária
foi expedido pela Justiça na última sexta-feira, com base na
investigação da Deam de Angra dos Reis. "Desde então ele é considerado
foragido. A especializada vem realizando diligências para prender o
autor", disse a instituição. A defesa do acusado não foi localizada. O
espaço está aberto para manifestação.
O Dia



