Cinco mulheres mortas nos últimos seis meses na Cariri. Todas elas
assassinadas por seus ex-companheiros. Os altos índices de feminicídio e
violência contra a mulher preocupam.
Apenas em 2016, houve mais de 2.299 notificações em Barbalha, Crato e
Juazeiro do Norte - as três principais cidades. Por isso, o governador
Camilo Santana anunciou que a região será a primeira a ser implantada a
Casa da Mulher Cearense.
O projeto, que já está em funcionamento desde
julho de 2018, em Fortaleza, atua no atendimento humanizado e
especializado para mulheres em situação de violência. A Casa da Mulher
Cearense seguirá o modelo nacional. Hoje, o equipamento reúne serviços
de Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, Ministério Público, Juizado
Especial e capacitação.
Apenas sete estados contam com equipamento
nesses moldes.
Iniciativas
O Cariri, a partir desta alta demanda, já conta com o Núcleo de
Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Nudem), instalado na cidade
do Crato.
Dados preliminares, divulgados no início deste ano, apontam que 30% das
mulheres que buscaram o equipamento, entre junho e dezembro de 2018,
vivenciaram violência doméstica por mais de 10 anos. Em alguns casos,
quase 20 anos antes de conseguirem denunciar e buscar assistência
jurídica, psicológica e social da Defensoria Pública. O levantamento
realizado ouviu 66 vítimas.
Diário do Nordeste



