“Foram eles, anônimos, mal pagos, que não hesitaram em colocar as
próprias vidas em perigo para salvar a de outros. Foram eles que nos
ofereceram um pouco de oxigênio quando começávamos a desconfiar de tudo e
de todos”.
Foi assim que o colunista Juan Arias, do jornal El País,
sugeriu que o Prêmio Nobel da Paz fosse entregue aos bombeiros que
participaram das buscas para resgate e vidas e de corpos em Brumadinho –
MG, onde uma barragem contendo lama e rejeitos de mineração rompeu-se,
trazendo destruiçao e mortes de grande magnitude.
Para o jornalista, “milhões de brasileiros, de fato, se identificaram,
sem diferenças políticas, em um movimento de solidariedade com os
bombeiros salva-vidas que conseguiram criar um clima de alento em um
contexto de polarização asfixiante. Os bombeiros conseguiram o milagre
de unificar por um instante um país quase em guerra”, ressaltou.
Ele lembrou ainda a grande identificação que o povo brasileiro passou a
ter pelos bombeiros, citando como exemplo o jovem “porta-voz dos
bombeiros de Minas, o tenente Pedro Aihara, de 25 anos, que, sem alarde,
embora emocionado, confessou: ‘Podem estar certos de que estamos
trabalhando como se essas pessoas fossem nossas mães e nossos pais’. Uma
mulher escreveu nas redes sociais que sentiu aquele jovem bombeiro como
alguém sensível, inteligente e preparado, “com o mesmo orgulho que se
fosse meu filho”.
O Prêmio Nobel da Paz é entregue anualmente à pessoa ou pessoas que
realizaram “ato ou ação pela paz e fraternidade mundial, lutou pela
redução das guerras e se esforçou para manter os tratados de paz entre
as nações. Este prêmio é também atribuído aqueles que se envolvem e
participam de projetos cuja temática seja a solução de problemas, em
determinadas áreas específicas, o que o torna uma premiação com
características particulares”.
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