A morte da criança Enzo Gabriel Loiola Prado, de 2 anos, após cair da varanda do 11º andar de um edifício residencial na Praia do Futuro,
ontem, em Fortaleza, é investigada pela Polícia Civil do Ceará. A
varanda do apartamento não possui telas de proteção e o menino caiu do
prédio enquanto a mãe estava na cozinha da residência. O laudo pericial
sairá em 10 dias e deve apontar se houve homicídio, suicídio ou se as
causas da ocorrência foram acidentais.
O caso alerta para a importância de redobrar os cuidados para evitar acidentes domésticos com crianças.
No momento da queda, conforme a Polícia Militar, a mãe estava na
cozinha e sentiu falta do menino, que brincava no sofá. Ela o procurou
pelos cômodos e não o achou, foi quando se deu conta de que o filho
teria caído do imóvel. No apartamento, havia ainda um bebê de pouco mais
de um ano e a filha mais velha, de 11 anos. A menina contou que, ao
perceber que Enzo tinha caído, a mãe tentou pular do prédio. A própria
filha teria impedido a ação da mãe.
Além da Polícia Militar e da Perícia Forense do Ceará (Pefoce),
também foram acionados para o local o Corpo de Bombeiros e o Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mas, ao chegarem, a criança já
estava sem vida. Conforme a Perícia, o laudo pericial, que deve apontar
como o caso ocorreu, será emitido em 10 dias.
A hipótese inicial é que as características corroboram a ideia de
óbito acidental. O laudo necroscópico, que apura a causa da morte e
aponta, por exemplo, quais órgãos da vítima foram atingidos, deve sair
em 30 dias.
Prevenção
O apartamento em questão não possui telas de proteção e a morte da
criança deixa pais e responsáveis em estado de alerta em Fortaleza.
Neste intervalo de tempo, o Ceará contabilizou 4 mortes de crianças
devido a quedas de prédios. Destas, duas foram no Crato, uma em
Fortaleza e uma em Tianguá.
A gerente-executiva ONG Criança Segura (localizada em São Paulo),
Gabriela Freitas, destaca que, quando se fala em acidente com crianças,
incluindo quedas, queimaduras e afogamentos, "está se falando de motivo
de preocupação para a saúde pública".
Gabriela, cuja ONG atua em ações preventivas sobre esse tipo de
ocorrência, enfatiza que dois fatores são primordiais nos cuidados
domésticos: supervisão ativa e estrutura do ambiente.
Ela reforça que, embora os acidentes domésticos não sejam a causa
central de óbitos infantis no Brasil, eles ainda são o principal motivo
de internação. As quedas, explica ela, seja da própria altura ou de
estruturas, junto às queimaduras, lideram as admissões hospitalares
infantis no País.
(Diário do Nordeste)



