Item indispensável na cesta básica do brasileiro, o
feijão carioca - um dos mais consumidos - dobrou o preço do quilo
vendido na Central de Abastecimento (Ceasa) de Maracanaú, na passagem de
1º de janeiro até ontem. O aumento já chegou à mesa do cearense. O POVO
pesquisou o valor do quilo do grão em quatro supermercados e observou
oscilação de até 22,7% entre as marcas.
Além da Ceasa, foram levantados dados no
Cometa (Dionísio Torres), G-Barbosa (Aldeota), Pão de Açúcar (Bairro de
Fátima,) Mercadinhos São Luiz (Cambeba), Extra e Supribem, ambos na
Avenida Aguanambi. O tradicional carioca pode ser encontrado por R$ 6,89
(Kicaldo) no Cometa. Mas é na Ceasa onde o quilo mais barato é vendido
(R$ 6,80). O analista de Mercado Atacadista da Ceasa, Odálio Girão,
destacou que a comercialização anterior era praticada a R$ 3,40.
"A maioria da produção vem do Paraná e Minas Gerais, e
as colheitas foram bem reduzidas", explica. Ocorre que a previsão de uma
safra menor neste ano pode puxar a alta. Levantamento Sistemático da
Produção Agrícola, de janeiro, aponta colheita de 2,92 milhões de
toneladas do feijão em 2019. A quantidade é 1,5% inferior ao
contabilizado em 2018. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
O economista Alex Araújo acrescenta que o alimento
também depende do fornecimento local. Quando há compra de outros
estados, o frete pressiona o aumento no custo final. Ele pondera que a
possibilidade de diminuição da safra nacional ainda não tem efeito
direto sobre o preço praticado no Ceará.
(O Povo)



