O temporal que atingiu a grande
São Paulo, na noite desse domingo (10/3) e madrugada desta segunda-feira
(11/3), deixou diversas regiões alagadas, bloqueando ruas e avenidas,
desabamentos de casas e deslizamentos de terra. No desabamento de uma
residência em Ribeirão Pires, no ABC, nove pessoas morreram e quatro ficaram
feridas, segundo atualização feita às 12h20 pela Defesa Civil. Somente em
Ribeirão Pires, na região metropolitana de São Paulo, foram registrados quatro
óbitos e duas pessoas ficaram feridos.
A corporação informa também sobre
o deslizamento de terra que atingiu uma casa na Rua dos Cravos, em São Rafael,
na zona leste da capital, soterrando três pessoas. Uma mulher e duas crianças
foram retiradas dos escombros, uma das crianças em estado grave. Todos foram
levados para o Posto de Saúde de Sapopemba.
Entre os mortos, quatro foram na
queda de uma residência em Ribeirão Pires. O desabamento levou ao soterramento
de seis pessoas, sendo que duas foram resgatadas com vida.
Segundo o Centro de Gerenciamento
de Emergências da capital paulista, às 9h30 a cidade tinha 48 pontos de
alagamento, com 27 locais em que as inundações impediam o trânsito de pessoas
ou veículos. Transbordaram durante a noite pelo menos cinco rios e córrego,
como o Rio Tamanduateí na região central e o Aricanduva, na zona leste.
A enxurrada alagou várias vias no
bairro de Sacomã, na região sudeste da cidade. De acordo com relatos nas redes
sociais, carros foram arrastados pela correnteza e alguns motoristas tiveram
que ficar aguardando ajuda nos tetos dos veículos.
Na Rua Caqui, em Embu Mirim, uma
casa também desabou. Quatro pessoas foram retiradas dos escombros sem
ferimentos. A Via Anchieta está interditada perto da Universidade Bandeirante
(Uniban). Os bombeiros relatam que a Rua Cipriano Barata, no Ipiranga, ficou
alagada e um carro foi levado pela correnteza.
Os dados atualizados do Corpo de
Bombeiros registram uma total de 78 ocorrências de queda de árvores, 76
desmoronamentos e desabamentos e 698 atendimentos para alagamentos. A Companhia
Paulista de Trens Metropolitanos informou que a circulação de trens na Linha 10
(Turquesa) está interrompida e ainda sem previsão de normalização.
O Centro de Gerenciamento de
Emergências da Prefeitura de São Paulo informou que o maior volume de chuva,
das 19h de ontem às 7h de hoje, foi registrado em Jabaquara, 109,5 milímetros,
e na Vila Prudente, 103,3mm.
Por volta das 8h40, segundo o
Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), haviam 27 pontos de alagamento na
cidade de SP, sendo 15 transitáveis e 12 intrasitáveis. A Companhia de
Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio em toda a capital em razão do
temporal.
Tempestade perdeu força
Apesar dos congestionamentos, a
tempestade perdeu força e não há mais registro de precipitações, de acordo com
o CGE. Na região do Grande ABC paulista, o Rio Tamanduateí e seus afluentes
ainda estão com as cotas muito elevadas ou extravasadas, o que mantém regiões
em estado de alerta por precaução.
No horário acima, a SPTrans
informou que a operação dos ônibus está prejudicada em razão das fortes chuvas.
O Expresso Tiradentes, na zona leste, teve sua operação paralisada. Os ônibus
de oito linhas não estão circulando pela Marginal Tietê, abaixo da Ponte das
Bandeiras (zona norte), e fazem desvios pela Rua Voluntários da Pátria, Rua Santa
Eulália e Avenida Santos Dumont.
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Outro ponto intransitável é o
trecho entre as avenidas Paes de Barros e Luiz Ignacio de Anhaia Mello, na zona
leste, por onde passam coletivos de 13 linhas. Alguns ônibus estão ilhados na Avenida
do Estado e na região de Vila Prudente. Na zona oeste da capital, a Avenida
Sumaré estava interditada no sentido Turiaçu por causa de queda de árvore.
A Linha 10-Turquesa da CPTM está
paralisada em razão de alagamentos e sem previsão de volta. Às 8h40, a cidade
de São Paulo registrava mais de 100 km de congestionamento. A região mais
prejudicada era a zona leste, com 35 km de lentidão, seguida pela zona oeste,
com 32 km de congestionamento.
Durante a madrugada, foi emitido
um estado de alerta para a Marginal Tietê em razão da possibilidade de
transbordamento do Rio Tietê na Ponte do Piqueri e na Ponte Dutra.
Com informações da Agência Estado
e da Agência Brasil



