O presidente da Caixa
Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou um programa de
demissão voluntária estimulada (PDVE) para desligar até 3.500 empregados.
De acordo com a instituição financeira, 28 mil funcionários são elegíveis e
podem aderir ao plano. A Caixa tem hoje 96.361 mil funcionários,
dos quais 84.952 são empregados e 11.409 são estagiários ou aprendizes.
A iniciativa do
banco público mira colaboradores que estão na matriz, em Brasília,
e em escritórios regionais em todo o País. Empregados que atuam na rede de
agências do campo não estão contemplados. O banco tem 4.170 agências e postos
de atendimento em todo o País.
O prazo de adesão será entre
segunda-feira e o início de junho. Para atrair empregados, a Caixa vai oferecer
9,7 salários, limitados a R$ 480 mil. Esse pagamento será realizado em uma
parcela única, sem incidência de imposto de renda e de encargos sociais, junto
com as verbas rescisórias.
Os empregados que
se aposentarem até o fim deste ano e que aderirem ao programa terão direito a
permanecer no plano de saúde do banco. Já os funcionários que saírem poderão
ter cobertura por 24 meses, sem possibilidade de prorrogação.
É o primeiro programa de demissão
lançado na gestão de Pedro Guimarães, que assumiu o comando do banco no início
do ano com foco em "governança e redução de custos".
Cortes
Nos últimos dois anos e meio, a
Caixa realizou três programas de demissão voluntária. Mais de mais de 10 mil
funcionários aderiram, gerando uma economia anual de R$ 2 bilhões. Como reflexo
dos programas anteriores, a Caixa gastou 3,6% menos com pessoal no ano passado,
ou R$ 21,635 bilhões. Somente em 2018, 2.228 empregados deixaram a empresa.
Guimarães pretende cortar R$ 3,5
bilhões em compras no banco. Nos primeiros 20 dias no cargo, ele trocou todos
os vice-presidentes, 38 dos 40 diretores e 74% dos 84 superintendentes
regionais.
Outra ação na linha de redução de
custos anunciada na última quinta-feira, durante transmissão com o presidente
Jair Bolsonaro na internet, foi a devolução de parte dos edifícios públicos que
a Caixa ocupa. Em Brasília, serão devolvidos dez prédios, de um total de 15,
até o fim deste ano.
Em contrapartida, a Caixa
pretende chamar parte das 6 mil pessoas aprovadas em concurso público de 2014.
Os funcionários serão contratados pelo regime CLT, sem regime de
estabilidade.



