Você está em: CIDADE , IPU , PRINCIPAL // Notícia de Fagner Freire // 10 de junho de 2019


Idolatria no Fortaleza, gol pelo arquirrival Ceará e resenha com Rogério Ceni. A história de Clodoaldo é marcada por grandes causos que o consolidam como um dos principais personagens do futebol cearense. Convidado do programa Boleiragem, do SporTV, o ex-jogador revelou mais um episódio na carreira: a negociação frustrada com o Flamengo, clube do coração.

"Queriam fazer uma troca. O Roma vinha para o Fortaleza, e eu ia para o Flamengo. Tudo certo. Só que, quando o pessoal do Flamengo chegou a Fortaleza, eles queriam o Roma e mais outro jogador para eu vir para o Flamengo. O Flamengo não aceitou, e eu acabei ficando no Fortaleza", explicou, sem esconder que sonhava em defender o rubro-negro carioca.

"Tinha vontade porque o meu primeiro time é o Fortaleza, e sou flamenguista. De coração. Eu tinha esse sonho de jogar no Flamengo", declarou.


Entre os muitos gols, Clodoaldo marcou um deles em Rogério Ceni 
 Foto: Kiko Silva / arquivo SVM
Autor de 128 gols pelo Fortaleza - terceiro maior artilheiro da história do clube - um dos tentos foi marcado no atual técnico do Fortaleza, Rogério Ceni. O lance ocorreu pela Série A de 2005 e garantiu a vitória leonina na Arena Castelão. Agora funcionário do Leão, Clodoaldo comentou que evita brincar com o ex-goleiro com medo de demissão.

"Já falei no primeiro dia com ele, conversei. Mas não vamos falar sobre esse gol, não. Deixa o homem quieto lá. Senão é justa causa. O Rogério está com moral. Estavam faltando esses dois títulos (Brasileiro e Copa do Nordeste). Mudou a cara do clube, a torcida o abraçou. Espero que ele continue e os títulos possam vir mais ainda", explicou.

Vida de modelo


Ensaio fotográfico viralizou nas redes sociais 
anos depois Foto: divulgação
Um dos momentos mais inusitados de Clodoaldo são as fotos que o ex-jogador protagonizou durante um ensaio fotográfico. Conhecido pelo estilo ousado, o atleta contou como o convite para as imagens foi realizado, na época, quando atuava no Goitacaz, do Rio de Janeiro.

"Isso foi depois do clássico com o Americano. Estavam empatados em 43 contra 43, aí a gente ganhou por 2 a 1. O engraçado desse jogo é que eles fizeram 1 a 0. Depois um cara fez contra, então o gol é meu porque cobrei o escanteio. Aí tem um pênalti aos 44. Vou bater e perco. A torcida começou a cantar 'Uh, terror, Clodoaldo amarelou'. Conversei baixinho com deus: 'O senhor não pode fazer isso comigo'. Aos 47, o lateral cruza e eu, de cabeça, faço dois a um. Então os caras foram lá fazer o material comigo e ficou legal", explicou rindo.

Confira outros pontos
Gols de pênalti

"Roubavam de mim. Fiz 128 gols no Fortaleza, se seis tiverem sido de pênalti foi muito. Porque (pênalti) era do Vinícius, que jogou no Flamengo. Atacante, chegava na hora do pênalti. Um 'negão' daquele tamanho. Como eu ia tomar a bola dele? Tinha um respeito muito grande. Então quando ele não estava no jogo, eu metia. Nos outros momentos, era ele".

Ídolo do Fortaleza

"Não sei se sou o maior jogador, senão, um dos melhores. Eu fazia os gols, principalmente, contra Ceará".

Passagem pelo Ceará

"Ganhei dos títulos, mas não fui bem. No primeiro ano, quase que não joguei porque ficou uma confusão de contrato. Eu estava na relação, mas antes do jogo, o Fortaleza entrava com liminar e não deixava eu jogar. No campeonato todo, joguei duas partidas, que foram a primeira e a última. Contra o Icasa, que ele ganhou e jogava pelo empate, a gente precisava ganhar do Icasa no tempo normal e prorrogação. Entrei no segundo tempo, fizemos 2 a 0 e no início da prorrogação fiz o outro".

Trabalho no Fortaleza

"É uma experiência nova. Faz dois anos que estou nessa função, no clube que me projetou. É gratificante retribuir fora de campo".

Início da carreira

"Fui primeiro no Ceará fazer teste de 90 a 96, mas não tinha onde morar. Fiz teste no Ceará, sai de Ipu (cidade natal) para Fortaleza e morava na casa do diretor do colégio. Só que ele não tinha condições e eu acabava voltando ao interior. No final de 96, dois amigos que já jogavam no Fortaleza me convidaram. Quando cheguei lá, me colocaram no alojamento e fiz teste no sub-20 com 16 anos. Aí já assinaram meu contrato profissional e a gente ganhou dois sub-20".



(Diário do Nordeste)



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