Das 13
mortes registradas pela doença meningocócica no Ceará até 13 de julho,
11 ocorreram em Fortaleza. As ocorrências da capital concentram 85% das
ocorridas em todo o estado, conforme dados mais recente divulgados pela
Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).
A doença meningocócica, transmitida por bactéria e que apresenta maior
letalidade, vitimou outras duas pessoas nas cidades de Aquiraz e
Maracanaú. Ao todo, o estado contabiliza, no mesmo período, 27 mortes
por meningite. Mais 14 foram causados por “outras meningites”, que podem
se desenvolver a partir de vírus e fungos.
Nesta segunda classificação, Fortaleza teve quatro casos. Os municípios
de Barro, Barbalha, Baturité, Boa Viagem, Cruz, Guaraciaba do Norte,
Icó, Itatira, Poranga e São Luís do Curu registraram uma morte, cada.
Conforme a Secretaria da Saúde, além das mortes, 260 casos notificados
da doença, até o dia 13.
Contágio, sintomas e prevenção
Por ser uma doença de transmissão aérea, os agentes causadores da
meningite se espalham mais facilmente em ambientes fechados, por tosse
ou espirro. De acordo com a Secretaria da Saúde, os sintomas incluem
febre, dor de cabeça intensa, vômitos em jato, rigidez de nuca,
convulsões e/ou manchas vermelhas pelo corpo.
O Ministério da Saúde reforça que manter a caderneta de vacinação em
dias é a forma mais eficaz para a prevenção. O Programa Nacional de
Imunização oferta, para crianças, quatro tipos de vacina - BCG,
pentavalente, meningocócica C e pneumocócica v-10 - que protegem contra a
doença.
Ainda conforme a Pasta, a meningite é considerada endêmica, ou seja,
“casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência
de surtos e epidemias ocasionais”.
(G1/CE)



