Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 11 de agosto de 2019

 
 
O governo alemão anunciou neste sábado (10) a suspensão de parte de seus subsídios a projetos de proteção da floresta amazônica. A medida é apresentada com uma resposta ao aumento do desmatamento no Brasil desde a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder.
"A política do governo brasileiro para a Amazônia gera dúvidas sobre a continuação de uma redução sustentável do índice de desmatamento", declarou ao jornal alemão "Tagesspiegel" a ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze. A primeira etapa de cortes consiste em bloquear um subsídio de € 35 milhões de Berlim para projetos de preservação da floresta e da biodiversidade brasileira, até que as cifras voltem a ser animadoras, assinala o jornal.
De 2008 a 2019, o governo alemão liberou um total de € 95 milhões para diferentes projetos de proteção ambiental no Brasil. Porém, Berlim continuará contribuindo para o Fundo Amazônia, criado em 2008.
No entanto, o Fundo também pode estar ameaçado, já que a Noruega, sua doadora mais generosa, ameaça se retirar. O país escandinavo já havia anunciado que seus pagamentos ao Brasil seriam reduzidos à metade e poderiam até ser extintos no futuro.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta semana que o desmatamento na Amazônia brasileira totalizou 2.254 km² em julho, 278% a mais do que no mesmo mês de 2018 (596,6 km²).
Imprensa ironiza proposta de “cocô dia sim, dia não”
O anúncio é feito por Berlim no mesmo dia em que a imprensa europeia ironiza as declarações feitas por Bolsonaro na véspera, quando o presidente sugeriu, como solução para preservar o meio ambiente, “fazer cocô dia sim, dia não”. Vários jornais repercutiram a frase.   
A emissora de rádio FranceInfo fala de uma “estranha solução” apresentada pelo presidente, enquanto a revista Le Point aponta a “ironia” do chefe de Estado. Já a revistaParis Match dá em título : “as ideias absurdas de Bolsonaro para salvar o planeta”.
As declarações do chefe de Estado também repercutiram em emissoras como a francesa BFMTV, a britânica BBC e a russa Russia Today. Todos também comentaram a proposta de reforçar o planejamento familiar defendida pelo chefe de Estado.
Com informações da AFP
Caderno: NACIONAL
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