O presidente Jair Bolsonaro se reuniu no início da manhã desta
segunda-feira, 19, com o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio
Moro, no Palácio da Alvorada. Ao deixar a residência rumo ao Palácio do
Planalto, Bolsonaro não parou para falar com a imprensa, como tem feito
nas últimas semanas.
Apesar de a pauta do encontro não ter sido divulgada, ambos têm dois
assuntos para tratar: as recentes substituições exigidas por Bolsonaro
em cargos de chefia da Polícia Federal e as mudanças previstas para o
Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Na semana passada, o presidente anunciou que o superintendente da PF no
Rio, Ricardo Saadi, seria trocado. Ele chegou a afirmar que quem
ocuparia o cargo seria o superintendente do Amazonas, Alexandre Saraiva,
mas acabou aceitando que o substituto seja o delegado Carlos Henrique
Oliveira Sousa, atualmente na Superintendência da PF em Pernambuco. Como
o Estado mostrou na sexta-feira, o recuo de Bolsonaro atendeu a um
pedido de Moro. No final, o presidente conseguiu o que queria — tirar
Saadi — e Moro ficou bem com a corporação.
Já o Coaf deve passar por mudanças nos próximos dias. Embora não esteja
mais subordinado à Justiça — agora está na Economia — o atual presidente
do órgão, Roberto Leonel, foi indicado por Moro. Leonel deve perder o
cargo.
Com a questão no colo, Bolsonaro terá uma reunião com o ministro da
Economia, Paulo Guedes, às 14h. O presidente deve assinar esta semana
uma medida provisória que põe o Coaf dentro da estrutura do Banco
Central. A intenção, segundo ele próprio já afirmou, é tirar o órgão do
"jogo político". A MP ainda está em análise no Palácio do Planalto.
Depois, Bolsonaro se reunirá com o ministro da Educação, Abraham
Weintraub, às 16h, e com o diretor da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), às 17h.
Estadão Conteúdo



