Uma criança de dois anos e sete meses foi espancada até a morte no bairro Mato Grande, em Canoas. Ela fez ‘xixi’ na cama e foi agredida pela mãe. A mulher e o padrasto foram presos na última terça-feira (20) pelos agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Segundo informações da Polícia
Civil, a investigação começou após a dupla registrar o falecimento da criança.
Com a omissão de detalhes, os agentes começaram a buscar mais informações sobre
as causas do óbito, já que existiam suspeitas de maus tratos e agressões. “Essa
falta de informações relevantes já sinalizavam que havia algo de errado”,
afirmou o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da DPCA. Para apurar o caso,
além do resultado de um laudo emitido pelo Instituto Geral de Perícias (IGP)
foram escutadas testemunhas que relataram que a menina apanhava constantemente.
Os castigos iam de surras a até tomar um banho gelado.
A mãe de 25 anos é refugiada da
Venezuela. Ela vive no Rio Grande do Sul há nove meses e conheceu o
companheiro, de 36 anos, em um abrigo de Canoas. Na época do crime o filho mais
velho da acusada morava com eles. A criança de seis anos está sob a guarda de
uma tia e foi retirado do convívio do casal para a própria segurança.
Prisão e confissão
O casal estava sendo procurado
pela polícia desde 27 de junho, data em que a criança morreu. Desde então, eles
se mudaram quatro vezes e foram pegos em São Leopoldo.
Na delegacia, a mulher confessou
que agrediu a filha. Já o companheiro informou que presenciou as agressões.
“Temos muitos indícios que apontam o envolvimento dos dois”, enfatiza o
delegado Pablo.
Ambos já estão no sistema
prisional. O diretor da 2ª DPRM delegado Mario Souza reforçou que “foi um crime
gravíssimo e que a equipe da DPCA focou no caso e identificou os suspeitos.”
Agencia GBC



