O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, da Justiça estadual de São Paulo,
determinou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpra
pena no presídio de Tremembé, no interior paulista. A data para a
transferência não foi determinada.
A decisão do magistrado, que é coordenador e corregedor do Departamento
Estadual de Execuções Criminais de São Paulo, foi tomada horas depois de
a juíza federal do Paraná Carolina Lebbos determinar a transferência de
Lula da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para um
estabelecimento prisional de São Paulo.
Apesar de a condenação e a transferência do ex-presidente terem sido
determinadas pela Justiça Federal no Paraná, a assessoria de imprensa do
órgão em São Paulo informou que a Justiça estadual tem competência para
decidir o local onde Lula cumprirá a pena.
Mais cedo, antes de se saber para onde Lula seria levado, o advogado do
petista disse que discorda do pedido de transferência nos moldes da
solicitada pela PF do Paraná. Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou
que "Lula é vítima de intenso constrangimento ilegal imposto por parte
do Sistema de Justiça".
Presídio com detentos famosos
A P2 é conhecida por abrigar presos que cometeram crimes de repercussão
para a preservação dos condenados. Lá está Cristian Cravinhos, Mizael
Bispo, condenado por matar Mércia Nakashima, Roger Abdelmassih, Gil
Rugai, Lindenberg Alves, Guilherme Longo, padrasto acusado de matar
menino Joaquim, e Alexandre Nardoni também são detentos da P2.
Transferência
Quem pediu a remoção foi a Superintendência Regional da Polícia Federal
no Paraná, onde Lula está detido desde abril de 2018. A PF alegou que,
por causa da prisão, os órgãos de segurança têm de atuar de forma
permanente para evitar confrontos entre "grupos antagônicos" e que toda a
região teve a rotina alterada. A corporação disse que ainda que as
instalações são limitadas para presos de longa permanência.
A Polícia Federal argumentou que a transferência minimizaria as demandas
apresentadas diariamente à corporação e demais instituições envolvidas,
reduzindo gastos e o uso de recursos humanos, além de devolver à região
a tranquilidade e livre circulação para moradores e cidadãos que buscam
serviços prestados pela PF.
G1



