Mais quatro presos participantes da briga entre facções no presídio em
Altamira (PA) foram mortos ontem (30) durante o traslado de Novo
Repartimento a Marabá. Ao chegarem ao destino, os agentes encontraram os
detentos mortos por sufocamento em duas celas dos caminhões-cela que
fazia o transporte. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira
(31) pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social
(Segup) do Pará. A ação ocorreu entre 19h de ontem (30) e 1h da
madrugada de hoje (31), e as razões das novas mortes estão sendo
investigadas. Todos os 26 presos remanescentes serão colocados em
isolamento.
Os detentos eram da mesma facção, viviam juntos nas mesmas celas e foram
comparsas no confronto entre facções, no presídio em Altamira, que
deixou 58 mortos na última segunda-feira (29). Durante o transporte, 30
presos estavam algemados, divididos em quatro celas que, juntas, tinham
capacidade para até 40 pessoas. O estado não tem caminhão com celas
individuais.
Força-tarefa
Na tarde desta quarta-feira (31), chegam a Belém 10 homens da
Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária. A ida do grupo foi autorizada
pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a pedido do
governador do Pará, Helder Barbalho. A força-tarefa atuará em atividades
de guarda, vigilância e custódia de presos, com apoio dos sistemas
Penitenciário e de Segurança Pública do estado.
Identificação
Até a noite de ontem (30), 15 corpos de vítimas do confronto ocorrido na
última segunda-feira (29) entre o Comando Classe A (CCA) e o Comando
Vermelho (CV), no presídio de Altamira, no oeste paraense, haviam sido
identificados. Para agilizar o trabalho, que está sendo feito por meio
de exames de DNA, desde ontem (30) reforçam a equipe em Altamira peritos
odontologistas forenses, além de peritos criminais do Laboratório de
Genética Forense do Instituto de Criminalística de Belém. Nesta
quarta-feira (31) os trabalhos foram retomados às 7h.
Transferências
Até ontem (30), 16 líderes do confronto já haviam sido identificados e
transferidos de forma imediata para a capital paraense, dez deles irão,
posteriormente, para o regime federal e os demais serão redistribuídos
nas penitenciárias estaduais.
Agência Brasil



