Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 27 de setembro de 2019

Horas depois, em uma coletiva sobre a abertura do processo de impeachment, Trump garantiu que a situação da Venezuela está ''sob controle''

(foto: Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou "uma tragédia de proporções históricas" na Venezuela, mas prometeu que os venezuelanos estarão "livres". Trump discutiu a crise com colegas latino-americanos nesta quarta-feira (25), à margem da Assembleia Geral da ONU. 
"A Venezuela está passando por uma tragédia de proporções históricas" e foi "destruída pelo socialismo", disse Trump em uma reunião em um hotel de Manhattan, convidando representantes de mais de 20 países da região, incluindo os presidentes da Colômbia, Chile, Equador, Argentina e Panamá.
"Mas continuaremos a apoiar o povo venezuelano todos os dias até que finalmente sejam libertados desta terrível opressão. Eles serão livres. Isso vai acontecer ", disse ele.
Trump disse que os Estados Unidos "estão fazendo todo o possível para isolar Maduro e seus cúmplices".
Horas depois, em uma coletiva sobre a abertura do processo de impeachment, Trump garantiu que a situação da Venezuela está "sob controle". "Vai ficar tudo bem. Estamos muito envolvidos. Sabemos bem o que está acontecendo".
- "Todas as opções" -
Julio Borges, chefe da diplomacia do líder da oposição Juan Guaidó, presente na reunião, insistiu em que "nenhuma opção deve ser descartada para livrar a Venezuela e a região do regime corrupto" e disse que no último ano o governo de Maduro "matou um cidadão a cada duas horas".
"Dizem que manter todas as opções em aberto é perigoso. Presidente (Trump), as evidências mostram que a pior coisa que pode acontecer à Venezuela é que nada aconteça. O que é realmente perigoso, o que é inaceitável, é ter um regime que desestabilize toda a região e que hoje está matando de fome 35 milhões de pessoas", afirmou Borges.
Há um ano, na reunião anual anterior de líderes mundiais da ONU, Trump disse que não descartava uma opção militar na Venezuela, embora seu governo diga que apoia uma transição pacífica para a democracia e agora pressione por mais sanções da Europa e da América Latina contra funcionários do governo venezuelano.
Borges pediu que todos os países da região também sancionem Cuba. "Está na hora de (Raúl) Castro e (Miguel) Díaz-Canel entenderem as consequências de apoiar um governo criminoso", afirmou.
Os presidentes de Cuba e Venezuela não compareceram este ano à Assembleia Geral. Guaidó enviou uma delegação com uma agenda cheia à margem do maior encontro diplomático mundial.
O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, que participa da Assembleia Geral, disse no Twitter que o encontro de Trump com "mandatários subordinados" foi uma "reunião da vergonha".
"Há 70 anos a Colômbia tem sido a principal ameaça à paz regional", disse Arreaza a jornalistas na ONU. O presidente colombiano, Iván Duque, usa a Venezuela como "uma cortina de fumaça" para ocultar falhas de seu governo.
- "Ameaça regional" -
Exatamente Duque pediu um "bloqueio diplomático" contra Maduro e seus aliados.
Em seu discurso à ONU, ele disse que 16 países da região acreditam que a Venezuela está envolvida em "tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, terrorismo e seu financiamento, corrupção e violações de direitos humanos", o que constitui "uma ameaça regional" que viola a resolução 1373 do Conselho de Segurança da ONU.
Duque disse a Trump que apresentará ao chefe da ONU, António Guterres, e ao Conselho de Segurança um relatório detalhando os supostos crimes e que ele espera que seja debatido dentro dele.
Na segunda-feira, 16 países latino-americanos ativaram o tratado interamericano de defesa Tiar para agir coletivamente, a fim de punir altos funcionários do governo Maduro.
- Bolívar "se revirando no túmulo" -
"A conclusão é que essa ditadura tem que terminar", sentenciou na reunião o presidente do Chile, Sebastián Piñera.
"Maduro faz parte do problema e nunca fará parte da solução", acrescentou, aproveitando para criticar Cuba, China, Rússia, Irã e Turquia por ajudar a Venezuela contra a vontade de "toda a comunidade latino-americana e ao redor do mundo".
O presidente equatoriano, Lenín Moreno, também se manifestou: "A ação internacional não pode ser interpretada como uma intervenção", porque é feita por "todos os países unidos".
"Há mais de quatro milhões de seres humanos fugindo desse regime terrorista despótico, faminto, corrupto e terrorista", disse ele em referência aos venezuelanos que deixam o país.
A ONU estima que um quarto da população venezuelana precisa de ajuda humanitária e que cerca de 5.000 venezuelanos saem do país todos os dias.
"A Venezuela é definitivamente um Estado falido". O libertador "Simón Bolívar deve estar se revirando em seu túmulo por causa do que foi feito com a democracia venezuelana", disse Moreno.
Agência France-Presse
Caderno: NACIONAL
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