O número de tartarugas encontradas mortas no litoral do Ceará já chega a
23, desde o início do aparecimento de manchas de óleo no mar do
Nordeste até esta terça-feira (15). Balanço divulgado pelo Instituto
Verdeluz contabiliza 21 animais. Porém, somente no último fim de semana,
o G1 apurou que pelo menos mais duas tartarugas foram avistadas sem
vida nas praias do Estado, o que elevaria a contagem. Apesar de não
haver confirmação da causa das mortes, a principal suspeita é a de
contaminação pelas manchas de óleo que incidiram no litoral nordestino
desde o mês passado.
Um dos animais foi achado na praia de Beberibe, no litoral leste do
Estado. Outro, já em estado de decomposição, foi avistado na praia da
Taíba, no litoral oeste. Nesta segunda-feira (14), na praia do Porto das
Dunas, em Fortaleza, mais uma tartaruga adulta, de grande porte,
apresentando manchas de óleo na região do pescoço, foi localizada sem
vida.
A orientação para quem encontrar alguma tartaruga morta, segundo o
Verdeluz, é medir o comprimento e a largura do casco, pegar as
coordenadas do local e tirar fotos da ocorrência, repassando todo o
material à ONG. Em caso de encalhe de animal vivo, é preciso,
primeiramente, contactar o Instituto Verdeluz, pois o manejo de
tartarugas marinhas só deve ser realizado por meio de uma licença do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama).
"Enquanto espera a chegada da equipe, em caso de encalhe vivo, isolar a
área, oferecer sombra, manter o animal na areia com tecidos úmidos sobre
o casco", disse o Verdeluz em nota. Outra orientação é nunca manter o
animal virado com o ventre para cima.
De acordo com o boletim divulgado no domingo (13), pelo Ibama, 10 pontos
do litoral cearense foram afetados pelo petróleo cru. Ainda no
relatório, foram registrados três animais mortos (duas tartarugas e uma
ave). Os vestígios de óleo preocupam agora o nascimento de novos
animais, que deve começar a acontecer nos últimos meses deste ano.
O POVO



