Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 29 de janeiro de 2020

Presidente frisou que não é intenção do Executivo se eximir de uma eventual responsabilidade, mas manifestou o desejo de, primeiro, colocar as ''cartas'' na mesa

(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil )
O governo vai apurar as ‘inconsistências’ na contabilização e correção da segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As irregularidades podem ter sido provocadas por erro do governo, ‘falha humana’ ou sabotagem. Nenhuma hipótese está descartada, garantiu, nesta terça-feira (28/1), o presidente Jair Bolsonaro.

Ele frisou que não é intenção do Executivo se eximir de uma eventual responsabilidade, mas manifestou o desejo de, primeiro, colocar as ‘cartas’ na mesa para, depois, identificar culpados e tomar as devidas providências. As falhas foram constatadas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub em 17 de janeiro. O erro, segundo ele, atingiu “alguma coisa como 0,1%” dos candidatos, o equivalente a 39 mil candidatos.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, apontou que as ‘inconsistências’ não chegariam a 9 mil pessoas. O governo aponta que a gráfica responsável pela impressão das provas descasou alguns cartões de respostas com o tipo da prova correspondente.
Em decorrência do erro, a Justiça determinou a suspensão da divulgação do resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). É pelo sistema informatizado do Ministério da Educação que estudantes concorrem a vagas em universidades públicas com a nota do Enem. Bolsonaro garante que mantém diálogo com Weintraub sobre o tema e promete respostas.
“Tenho conversado com ele para ver o que está acontecendo, se realmente foi uma falha nossa, se tem alguma ‘falha humana’, sabotagem, seja lá o que for. Temos que chegar no final da linha e apurar isso aí”, determinou.

Cartas na mesa
O presidente se mostrou incomodado com as falhas e vai exigir celeridade. “Não pode acontecer isso, e nós sabemos que tudo está na mesa, tá, não quero me precipitar dizendo o que deve ter acontecido no Enem”, ponderou. Questionado sobre a hipótese de sabotagem, Bolsonaro ressaltou que tudo está sob avaliação.

“Todas as cartas estão na mesa, não quer dizer que é isso, para querer se eximir, talvez, de responsabilidade que seja nossa. Não sou dessa linha não, eu quero, realmente, apurar e chegar no final da linha, para falar com propriedade. Se for nossa, assume, se for do outro, mostra, comprova-se o que houve”, destacou.
Sem dispor de maiores informações, Bolsonaro afirmou desconhecer sobre os detalhes da investigação sobre as irregularidades no Enem. Manifestou, contudo, que as falhas não pesam sobre uma possível decisão em exonerar Weintraub. “Por enquanto, continua, sem problema nenhum. Sempre falo ‘por enquanto’ para todo mundo. O único que não é ‘por enquanto’ é o (vice-presidente Hamilton) Mourão. O resto todo mundo é ‘por enquanto’”, afirmou. 
Correio Braziliense
Caderno: NACIONAL
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