Os casos confirmados de dengue,
no Ceará, tiveram redução de 64% na comparação do período de dezembro
de 2019 a fevereiro de 2020 com igual período de 2018/2019. As
notificações, porém, tiveram aumento de 16%. Foram confirmados 173 casos
de dengue no estado, entre 29 dezembro de 2019 e 8 de fevereiro deste
ano, entre
1.687 pacientes monitorados. Em igual período anterior, entre 2018 e 2019, foram 480 confirmações de 1.454 notificações.
As informações são da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e foram divulgadas nesta sexta-feira (28).
Até o início de fevereiro, 3 casos foram confirmados com o tipo 2 da
dengue, considerado um dos mais agressivos, em Fortaleza - dois casos no
Bairro Conjunto Palmeiras e outro no Bairro Sapiranga.
O assunto foi tema da 46ª reunião do Comitê Intersetorial Permanente de
Enfrentamento às Arboviroses nesta sexta-feira (28). “Este ano, nós
estamos particularmente preocupados, como já havíamos sinalizado no
final de 2019, porque na época, tivemos uma epidemia de dengue 2 em duas
regiões do país, Sudeste e Centro Oeste”, destaca a secretária de saúde
de Fortaleza, Joana Maciel.
Joana explica ser comum que epidemias da doença alcancem outras regiões
do país. No estado, a atenção está para as crianças que não tiveram
contato com o vírus e, por isso, estão mais suscetíveis. “Nós temos 35
mil crianças que nascem, por ano, em Fortaleza. Então toda essa
população está vulnerável, e também aquelas pessoas que não tiverem
dengue do sorotipo 2, que só confere imunidade quando você tem a
infecção”, acrescenta.
Entre os trabalhos de rotina na capital, educação ambiental em cerca de
500 unidades de ensino, mutirões e a Operação Quintal Limpo, lista Nélio
Morais. “Temos um sistema de notificação imediata. Hoje, se um
paciente, numa unidade de saúde, é notificado com dengue, o nosso
sistema já capta e pode desencadear uma ação na área, na residência,
entre 24 horas e 72 horas”, cita.
(G1/CE)



