Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 21 de junho de 2020


Um soldado identificado como Pedro Lucas Ferreira Chaves morreu, na manhã deste sábado, durante um treinamento de paraquedistas na Base Aérea dos Afonsos, em Realengo, na zona oeste do Rio. Pedro Lucas saltou da aeronave, mas seu paraquedas não abriu corretamente.

De acordo com uma nota divulgada pelo Comando Militar do Leste (CML), Pedro ficou preso à aeronave durante o salto e, mesmo com procedimentos de emergência, a abertura do paraquedas não ocorreu corretamente. O soldado recebeu atendimento médico em solo, mas não resistiu aos ferimentos graves.

"O soldado Chaves sofreu ferimentos graves por ocasião de sua chegada ao solo, recebendo, de imediato, os primeiros socorros por parte da equipe médica local. Foi conduzido, na sequência, ao Hospital Geral do Rio de Janeiro (HGeRJ), na Vila Militar, onde foi atendido, mas infelizmente foi a óbito", diz trecho do comunicado.

Foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias em que ocorreu o incidente.

Uma equipe do jornal "O Dia", do Rio de Janeiro, passava pela avenida Brasil, nas proximidades da Base Aérea, no momento do treinamento. "Estávamos parados no engarrafamento na avenida Brasil quando uma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) passou sobre os carros com algo preso na parte traseira. A cena chamou a atenção de todos, mas não imaginávamos o final trágico daquilo", contou o fotojornalista Luciano Belford ao UOL.
Amigo da família da vítima, o também paraquedista Márcio Zimermann disse que acidentes desse tipo não são comuns.

"A última vez que isso aconteceu num treinamento, salvo engano, foi em 1981. Estamos consternados. O pai desse menino também é paraquedista, só que está na reserva. É um jovem de no máximo 19 anos. Uma tragédia para nós", afirmou.

Ainda segundo Zimermann, os procedimentos de emergência foram seguidos corretamente. "Trata-se de um circuito de um treinamento batizado de T10AS (Paraquedas de Salvamento Aéreo). Os alunos saltam com uma fita presa no avião. Depois, rompe-se o lacre e o paraquedas é aberto. Mas, como o paraquedas não abriu, a pancada no chão foi muito forte e o soldado não sobreviveu. Uma tragédia", acrescentou.

UOL
Caderno: NACIONAL
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