Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo // 4 de julho de 2020

 
O caminhar um pouco vagaroso não há mais. Nem o contar de histórias, às vezes, até repetidas, mas fundamentais para que tantas gerações saibam o que ocorreu naquela família, naquele lugar. Foi embora o som da voz mais pausada cuja dona - em tempos convencionais - ainda guardava o hábito de sentar na calçada. Partiu quem viu o bairro, as ruas, as pessoas se transformarem ao longo de décadas. A Covid-19 os levou.
No Ceará, assim como em inúmeras partes do mundo, os idosos são a imensa maioria das vítimas silenciadas pela doença. No Estado, até junho, a proporção é que a cada 10 óbitos pela doença, 7 foram de pessoas com 60 anos ou mais. De março a junho, 6.180 pessoas perderam a vida no Estado devido à Covid-19. Destes, 4.578 eram idosos. Para além dos lutos individuais, a perda concentrada (e quase simultânea) de milhares de pessoas mais velhas traz grandes efeitos sociais: fragiliza ainda mais o contato das demais gerações com a velhice e enfraquece as memórias da história social de cada território.
 
O POVO
Caderno: CEARA
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