Empossado, ontem (16), em uma cerimônia fechada para a imprensa no
Palácio do Planalto, o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro,
prometeu, em discurso, que vai conduzir sua gestão com base em
princípios constitucionais e respeitando a laicidade do Estado.
O ministro disse também que nunca defendeu a violência nas escolas,
justificando uma afirmação anterior na qual mencionou que crianças devem
ser educadas com "dor". Em um vídeo que circulava pelas redes sociais,
Ribeiro também dizia que a "correção" não será obtida por "métodos
suaves", com a exceção de algumas crianças "superdotadas" que
entenderiam o argumento dos pais.
Em sua fala, Ribeiro agradeceu ainda à escola pública e afirmou que
quer abrir o diálogo no MEC. Ribeiro, que é pastor da Igreja
Presbiteriana, é o quarto ministro da Educação do Governo do presidente
Jair Bolsonaro, que participou do evento por videoconferência.
"Conquanto, tenho a formação religiosa, meu compromisso que assumo
hoje ao tomar posse, está bem firmado e localizado em valores
constitucionais da laicidade do estado e do ensino público. Assim, Deus
me ajude".
Ele chega ao MEC após o imbróglio decorrente da saída de Abraham
Weintraub. Ribeiro substitui Carlos Alberto Decotelli, que ficou só
cinco dias no cargo e saiu por inconsistências no currículo.
Diálogo
"Jamais falei de violência física na educação escolar, nunca
defenderei tal prática que faz parte de um passado que não queremos de
volta. Entretanto, vale lembrar que devido à implementação de políticas e
filosofias educacionais equivocadas no meu entendimento, que
desconstruíram a autoridade do professor em sala de aula, o que agora
existe são episódios de violência física de alguns maus alunos contra o
professor. As mesmas vozes críticas da sociedade devem se posicionar
contra esses episódios com a mesma intensidade", argumentou.
Ao longo da fala, Ribeiro defendeu o diálogo e adotou um tom
conciliador. O ministro disse que não se pode "desmerecer" quem veio
antes.
Entendimento
Bolsonaro disse que a presença de um gestor "voltado para o diálogo"
trará entendimento ao setor. Segundo o presidente , Ribeiro deverá ter
uma transição tranquila e poderá trocar auxiliares do MEC para ter ao
seu lado pessoas com "o mesmo espírito que ele".
Educação infantil
O novo ministro contou que, ao ser convidado para a função, Bolsonaro
destacou que queria priorizar a educação infantil e o ensino
profissionalizante no MEC. E assumiu o compromisso para seguir a
orientação do presidente.
Diário do Nordeste



