Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 30 de julho de 2020


O Governo do Ceará deu início às obras de ampliação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE). O Setor 2, como está sendo chamado, fica a cerca de quatro quilômetros do Setor 1 e ocupará uma área de 240 hectares. Na manhã desta quinta-feira (30), o governador Camilo Santana foi ao local inspecionar os trabalhos do primeiro módulo, que tem previsão de ser entregue até o próximo mês de fevereiro e terá 23 hectares, com investimento aproximado de R$ 30 milhões.

Ao lado de Danilo Serpa, presidente da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém S.A (CIPP S.A), e Mário Lima Júnior, titular da ZPE Ceará, Camilo Santana afirmou que novas empresas já devem chegar ao local ainda este ano, estimulando a oferta de postos de trabalho e o crescimento da economia em uma retomada importante para superar os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus.

“Essa é uma área do Estado que lutamos muito para incluir na ZPE e estamos iniciando dentro dessa retomada da economia do Ceará. A previsão é que essa área esteja toda pronta em fevereiro, porém já há empresas que vão iniciar ainda este ano a construção de suas instalações. O Estado vai entregar com estrutura de ruas, energia e água para que a empresa venha aqui, construa suas instalações e consequentemente gere emprego e renda para a população cearense”, disse o governador.

Os lotes serão arrendados para as empresas por 20 anos, podendo ter o contrato renovado por igual período. A ZPE Ceará é um distrito industrial incentivado, onde indústrias instaladas em sua área contam com benefícios tributários, cambiais e administrativos, tendo como contrapartida que, no mínimo, 80% da sua receita seja oriunda de suas exportações. “A ZPE é uma área toda alfandegada controlada pela Receita Federal e empresas do mundo inteiro estão vindo para cá para exportar. A ZPE do Ceará é a única em operação do País”, explicou Camilo. Hoje, três empresas estão em operação nela: a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), White Martins e Phoenix Pecém. Em 2019, o trio movimentou mais de 12 milhões de toneladas de cargas.

Para Mário Lima Júnior, esse mix de infraestrutura e condições de negócios colocam o Ceará bastante competitivo na atração de novas empresas. “A ZPE faz parte do marco de desenvolvimento do Ceará. Somos um Estado que ainda temos um porte industrial inferior ao Sudeste e isso aqui evidencia um destino de investimentos industriais bastante interessante. Se nós formos observar o universo de indústrias exportadoras do Brasil que precisam de condições ideias de exportação, essa condição é a ZPE do Pecém. Aqui se reúne condições portuárias, viárias, de comunicação, de clima, além de condições geográficas”, elencou o presidente da Zona de Processamento e Exportação.



Caderno: CEARA
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