Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 19 de julho de 2020


Mãos criminosas atearam fogo, na madrugada de ontem, a um grande fardo de algodão, cujos capulhos haviam sido colhidos e prensados, por meio mecanizado, numa área do Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi, na zona rural de Limoeiro do Norte, na Chapada do Apodi.
Há, na mesma área alvo desse ataque criminoso, outros 17 fardos, que correm, agora, risco de destruição.

Fontes desta coluna revelaram que a Polícia já identificou, mas até agora ainda não prendeu, os autores desse incêndio.

As mesmas fontes também informaram que, ao lado do fardo incendiado, foi encontrada uma garrafa com resto de gasolina.

É um fato inédito no Ceará, cuja agropecuária experimenta excelentes níveis de crescimento.
O secretário do Desenvolvimento Econômico, Maia Júnior, e o secretário Executivo do Agronegócio da pasta, Sílvio Carlos Ribeiro, cientes do fato, entraram em contato com o comando da Polícia, que faz diligências para apurar as responsabilidades.

Na Chapada do Apodi, o governo do Estado implementa o Programa de Revitalização da Cultura do Algodão, que, neste ano, alcança dois mil hectares, parte dos quais naquela região do Leste cearense.
O programa – idealizado e executado pela Secretaria Executiva do Agronegócio e coordenado por Euvaldo Bringel, ex-secretário de Agricultura, Pesca e Aquicultura - tem a participação direta da iniciativa privada. 

No caso da Chapada do Apodi, uma grande indústria de fiação e tecelegam está custeando a colheita mecanizada da safra algodoeira, cuja produção ela comprou antecipadamente de pequenos produtores.

O que chama a atenção é que essa ação criminosa atinge, diretamente, os pequenos produtos de Limoeiro do Norte, cujo solo e clima são considerados pelos técnicos da Embrapa – que presta consultoria científica ao programa – de alta qualidade para o desenvolvimento da cotonicultura.
Esses pequenos produtores estão muito motivados a ampliar a área plantada de algodão em suas glebas, uma vez o Programa de Revitalização da Cultura do Algodão tem mostrado sua viabilidade econômica.

No subsolo da Chapada do Apodi, há um oceano de água doce que, quando necessário, irriga as plantações. Neste ano, por causa das boas chuvas, a água subterrânea não foi utilizada.

A Chapada do Apodi é hoje um polo agrícola em franco progresso graças aos investimentos privados, feitos principalmente em projetos de produção de frutas – como banana, melão e melancia para exportação - e de alimentos para o rebanho bovino leiteiro, como sorgo, palma forrageira e capim, que são cultivados e ensilados para o consumo do gado na época de estio. 


(Repórter Francisco José)

Caderno: CEARA
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