Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 28 de agosto de 2020


O Superior Tribunal de Justiça determinou na manhã desta sexta-feira (28), o afastamento imediato de Wilson Witzel (PSC) do cargo de governador do Rio de Janeiro devido a suspeitas de fraude em compras na área da saúde durante a pandemia do coronavírus. A decisão do ministro Benedito Gonçalves tem validade inicial de 180 dias. Witzel também foi denunciado pela PGR (Procuradoria-geral da República).


Além de Witzel, o Pastor Everaldo Pereira - presidente nacional do PSC – foi preso hoje (28). Policiais federais e uma procuradora chegaram por volta de 6h da manhã ao apartamento do político, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Em um carro da PF, o pastor saiu de lá por volta das 7h45.


Ao todo, a Polícia Federal cumpre ainda hoje 16 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 10 temporárias, e 82 de busca e apreensão no âmbito da operação que foi batizado de "Tris in Idem" e é desdobramento da Operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo fluminense. O nome é uma referência ao terceiro governador que, segundo os investigadores, faz uso de um esquema semelhante de corrupção – em menção oculta aos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.



Afastamento de Witzel
O governador Wilson Witzel, não possui ordem direta de prisão, mas foi necessário o pedido de afastamento do cargo. As atuações foram autorizadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Benedito Gonçalves. A acusação leva em conta pagamentos efetuados por empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia de Helena Witzel, mulher do governador.


Prisão do Pastor
Candidato a presidência em 2014 e 2017, o Pastor Everaldo foi citado na delação premiada do ex-secretário de saúde, Edmar Santos, por conta da influência dele no Palácio Guanabara. Segundo a delação, era o pastor Everaldo quem mandava na saúde.


Além de presidente nacional do PSC, partido do governador Wilson Witzel, desde 2015, o pastor Everaldo também já foi chefe da Casa Civil de Antonhy Garotinho. Em 2014, foi candidato à Presidência da República sem nunca ter ocupado um cargo político. Na época, ele era pastor da igreja Assembléia de Deus do Ministério Madureira. Ele também já foi deputado federal e candidato ao Senado Federal.

Em nota, a defesa do Pastor Everaldo afirmou que ele sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera a sua confiança na Justiça. O PSC informa ainda que confia na Justiça e no amplo direito à defesa de todos os cidadãos e que o pastor, assim como o governador Wilson Witzel, sempre estiveram à disposição das autoridades.


Com informações de G1 e UOL
Caderno: NACIONAL
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