Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 14 de outubro de 2020

 


Se para os alunos do ensino médio, os efeitos das adaptações devido à pandemia são muitos, para quem está no 3º ano e estuda em escolas públicas de educação profissional no Ceará, o impacto é ainda maior. Essas unidades integram o ensino técnico ao modelo convencional e para obter o diploma da formação técnica, os alunos devem fazer estágios curriculares obrigatórios que, geralmente, duram entre 6 e 8 meses. Mas, a crise sanitária impossibilitou a prática.

No Ceará, das 728 escolas da rede estadual, 122 são de educação profissional e têm 55 mil alunos. A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) diz que a retomada dos estágios ocorrerá após a divulgação de decreto governamental. Nas escolas, a projeção é que os alunos concluirão o ensino médio este ano, mas só em 2021 farão os estágios e receberão o diploma de técnico.

Nas 122 escolas estaduais de educação profissional, a grade curricular é dividida entre as matérias convencionais e as técnicas, que variam conforme cada curso. Nessas unidades, os alunos, ao chegarem ao 3º ano, devem fazer o estágio curricular obrigatório em empresas com as quais o Estado faz parceria. A atividade prática tem total de 600 horas para os cursos do eixo saúde e 400 horas para os cursos dos demais eixos. O estagiário é remunerado pelo trabalho.

Alguns estudantes dessa modalidade, conforme relata a aluna da Escola Estadual de Educação Profissional Adriano Nobre, no município de Itapajé, Shirley Albuquerque, no decorrer do segundo semestre mantiveram a esperança de retomada, mas com o passar dos meses viram a possibilidade se tornar inviável. "Nós não estamos fazendo o estágio. O estágio de enfermagem era para ter iniciado em abril, os outros cursos, como o meu de administração, eram para ter iniciado em agosto. Dependendo do curso, vai até o início de janeiro ou meio de dezembro. Aí fizeram uma reunião conosco e, provavelmente, não vamos fazer este ano. No próximo ano, onde estivermos, seja na faculdade ou no nosso município mesmo, vamos ter que fazer o estágio", conta a estudante.

De acordo com ela, geralmente, quem estuda nessas unidades "chega ao terceiro ano já fazendo planos, pensando no estágio, pensando em como vamos utilizar o dinheiro, mas tivemos uma reunião e o coordenador explicou para a gente a situação. Entendemos que não é viável. Estamos na esperança de que tudo dê certo e o quanto antes possamos estagiar", garante.

 

 

(Diário do Nordeste)

Caderno: CEARA
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