Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 28 de novembro de 2020


Assombroso e brutal como nenhum outro crime praticado contra crianças na história da capital do país, o caso do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, degolado vivo e esquartejado, aos 9 anos, teve seu último capítulo escrito na noite de quarta-feira (25/11), no Tribunal do Júri de Samambaia. A mãe da criança, Rosana Auri da Silva Cândido, 30 anos, e sua companheira, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, 29, autoras da barbárie, foram condenadas a penas que, somadas, ultrapassam os 130 anos de reclusão. O Metrópoles teve acesso a vídeos, anotações e imagens inéditas que trazem à tona a perversidade do casal e o suplício infligido a Rhuan.

Detalhes macabros do que o ocorreu na noite de 31 de maio do ano passado, no interior da casa da família – na quadra QR 619, em Samambaia Norte –, ainda eram mantidos em sigilo até que o processo criminal fosse transitado em julgado.

Investigadores da Polícia Civil que trabalharam no caso e peritos do Instituto Médico Legal (IML) jamais encontraram partes esquartejadas do corpo do garoto. Principalmente, de uma das coxas. A suspeita é que lascas da carne foram assadas e servidas como bife, durante o jantar, para a filha de Kacyla, uma menina de 8 anos à época.

A suspeita ganhou força quando a garota, ainda de pijama, foi levada para as dependências da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), unidade responsável pela apuração do crime, até que o Conselho Tutelar e familiares próximos fossem acionados. Horas tinham se passado desde que a criança estava sob a guarda da PCDF, mas ela apresentava fortes enjoos e recusava qualquer tipo de alimento.

Os policiais perguntaram o que a menina havia comido e pudesse ter provocado o enjoo. Em resposta, ouviram que tinha sido torradas com ketchup. “Não havia torradas nem ketchup na casa nem na geladeira, e muito menos no lixo. Nunca encontramos qualquer embalagem desses produtos”, disse ao Metrópoles um investigador que vasculhou a residência.

Intestinos cozidos

Os limites da crueldade foram ultrapassados após as duas mulheres esfaquearem Rhuan pelo menos 12 vezes. A mãe passou a usar uma faca tipo peixeira e um martelo para degolar o filho, que estava caído e ainda respirava.

Rosana tentou arrancar os globos oculares do menino, mas não conseguiu. O laudo do IML apontou ainda que, quando a cabeça de Rhuan foi arrancada, os sinais vitais da vítima ainda estavam presentes. A caixa torácica foi aberta e o intestino, retirado. “A mãe disse que chegou a cozinhar os intestinos”, afirmou um dos policiais ouvidos pelo Metrópoles.

A ideia, segundo depoimento da criminosa, era fritar a pele, cortar a carne do menino em cubos, assá-los e depois jogar os restos pela privada e nas redes de esgoto espalhadas pela cidade. Os ossos seriam triturados com a ajuda de um martelo e teriam o mesmo destino. A churrasqueira da casa da família foi usada para assar partes do corpo de Rhuan. Os peritos localizaram marcas de queimadura provocadas pela grelha em pedaços do cadáver que tinham sido esquartejados.

O horror descrito nos laudos produzidos pelo IML foi difícil de ser assimilado até para os investigadores mais experientes. O delegado-chefe da 26ª DP, Cícero Jairo Vasconcelos, afirmou que Rhuan teve uma vida de martírio.

“Com certeza esse é um dos crimes mais bárbaros e violentos já ocorridos no DF. A criança sofreu mutilações horríveis, mesmo anos antes de morrer, quando teve o pênis decepado pelas duas autoras”, lembrou o delegado.

Veja imagens da varredura feita na casa onde ocorreu o crime:

FONTE: METROPOLES
Caderno: NACIONAL
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