Você está em: NACIONAL // Notícia de Fagner Freire // 25 de novembro de 2020

 


No Brasil, já foram registrados os dois primeiros casos de coronavírus em cachorros. O vírus foi detectado pelo exame RT-PCR em um buldogue francês e um vira-lata, segundo pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Por isso, para que os cuidadores de cães do Ceará saibam como proteger seu pet, o Diário do Nordeste conversou com os veterinários Maria Fátima e Rafael Groberio.

Como prevenir o contágio?

Para evitar o contágio do seu cachorro é necessário que o dono também esteja seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Pois, embora os animais domésticos não possam transmitir a doença para seus cuidadores, o inverso pode acontecer, explica a virologista, professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e membro do Grupo de Trabalho de Combate ao Coronavírus na Uece, Maria Fátima da Silva Teixeira.

“Os principais cuidados para proteger o seu bichinho é o seguinte: evitar aglomerações”, diz Maria Fátima. Segundo a virologista, o recomendado é também não permitir que outras pessoas acariciem o animal, “porque elas podem ter o vírus nas mãos e transmitir”.

Outro fator que merece bastante atenção, conforme aponta o médico veterinário Rafael Groberio, é que a qualquer sintoma semelhante à Covid-19 que o dono apresente, ele deve imediatamente evitar a proximidade com o cachorro. 

Meu cachorro está com Covid-19, o que fazer?

De acordo com Maria Fátima, é raro cães apresentarem sintomas de Covid-19, pois eles apresentam grau de suscetibilidade menor. “Então, em geral, eles raramente apresentam os sintomas ou apresentam sintomas leves. Se acontecer, serão respiratórios e digestivos, como uma leve diarreia”, afirma.

O tratamento será semelhante ao adotado por humanos: isolamento, evitando assim que o bichinho contaminado transmita para outros cães. É necessário fazer a desinfecção do ambiente em que ficará isolado e higienizar bebedouros e comedouros. Além de “deixá-lo mais à vontade, menos estressado, procurar algum algum tipo de brinquedo em casa, para que ele possa se distrair e não ficar muito estressado”, detalha Maria.

"Cada caso é um caso, depende da situação dele (cachorro) e dos sinais clínicos que vai manifestar", acrescenta Rafael. Segundo o médico, o uso de suplementos, uma boa alimentação e uma terapia de suporte será importante para o tratamento do pet.

 

(Diário do Nordeste)

Caderno: NACIONAL
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