Jair
Bolsonaro (sem partido) estuda nomes para o lugar de Hamilton Mourão
(PRTB) na chapa à reeleição em 2022. O ministro da Infraestrutura,
Tarcísio de Freitas, tornou-se o favorito, segundo auxiliares do
presidente.
De
acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro busca alguém que não
tenha exercido mandato parlamentar e que não tenha uma base de apoio no
Poder Legislativo, critérios que aliados do presidente avaliam que o
ministro preenche.
O
objetivo é evitar colocar na linha de sucessão um nome que conte com
respaldo político para estimular o avanço de um processo de impeachment.
Bolsonaro quer um nome que não lhe desperte desconfiança e que tenha
uma postura mais comedida, sobretudo na relação com os veículos de
imprensa, tratados pelo presidente como inimigos do governo.
A
disposição de Mourão em responder quase que diariamente a perguntas de
jornalistas, o que lhe rende espaço junto à opinião pública, irrita
Bolsonaro desde o início do governo. Como retaliação, na última
terça-feira (9), Bolsonaro excluiu Mourão até mesmo de reunião
ministerial, encontro do qual o general costumava participar. Em caráter
reservado, o presidente alegou que desconfiava que o general vazasse
assuntos tratados à imprensa.
Bolsonaro
tem levado Tarcísio a tiracolo em aparições públicas, movimento
semelhante ao realizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) com a sua sucessora, Dilma Rousseff (PT).
Aliados
do governo defendem que Bolsonaro opte por alguém do Nordeste, onde ele
apresenta os maiores índices de rejeição. A mais recente pesquisa
Datafolha, divulgada no fim de janeiro, mostrou um aumento da rejeição
ao presidente de 34% para 43% na região. Neste caso, o nome mais citado
no Palácio do Planalto é o do ministro do Turismo, Gilson Machado.
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