Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 23 de fevereiro de 2021

 


A família de um adolescente de 15 anos denuncia que uma intervenção policial resultou na morte do jovem, na Comunidade Babilônia, em Fortaleza, na madrugada de segunda-feira (22). Segundo os parentes, Francisco Rudson Paulino dos Santos, sem antecedentes criminais, foi morto a tiros por militares.

A reportagem do Diário do Nordeste solicitou esclarecimentos à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), mas ainda não obteve posicionamento oficial da Pasta sobre o caso. 

Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, parentes relataram que a vítima havia saído de casa no domingo (20) em direção à Babilônia, onde estaria acontecendo um torneio de sinuca. Ele estava na companhia de amigos.

Dinâmica do crime

Já por volta de 3h, os familiares afirmam que composições da PM chegaram ao local, fizeram vistoria e alertaram: quem não fosse da comunidade, deveria ir embora. Nesse momento, os jovens ficaram "assustados".

"Eles deram busca de arma e chegaram atirando com bala de borracha. Quebraram o dedo de um menino que mora na comunidade, bateram bastante em algumas pessoas. Mandaram quem morasse lá ir para suas casas, e quem não morasse, mandaram correr", conta um parente de Rudson, que pediu para não ser identificado.
 

Ainda de acordo o familiar, o jovem saiu caminhando, mas ao ouvir tiros, correu junto com os amigos. Os policiais, então, dispararam contra os que estavam se dispersando. O adolescente teria sido baleado no peito quando tentava se esconder próximo a uma caixa d'água.

"Quando chegaram perto, começaram a atirar, viram ele atrás da caixa d'água e atiraram bastante. Um tiro pegou embaixo do peito, na região da costela". 

O adolescente chegou a ser socorrido em "estado gravíssimo" para uma Unidade de Pronto Atendimento (Upa) e depois ao Instituto Doutor José Frota (IJF), mas faleceu na tarde de segunda-feira (22).

Manifestação

Por conta da morte, moradores da Babilônia, no Barroso, organizaram horas depois um protesto reivindicando que o caso não caia no esquecimento das autoridades. Eles queimaram objetos, e o tráfego na rua ficou impossibilitado. 

"Ele não estava fazendo nada, apenas queria se esconder, mas, infelizmente, tiraram a vida dele. A família clama por justiça". 


(Diário do Nordeste)

Caderno: CEARA
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