Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 24 de junho de 2021

 


Quais os caminhos a Covid-19 percorreu até se espalhar nas 5,5 mil cidades do Brasil? Embora muitos aspectos da disseminação ainda sejam desconhecidos, um estudo brasileiro publicado, segunda-feira (21), na revista britânica Scientific Reports revela três principais fatores de espalhamento do vírus. Um deles, o tráfego em 26 rodovias federais que, segundo a pesquisa, são responsáveis por 30% da propagação da Covid no país. Três delas, as BRs 116, 222 e 020, cortam Fortaleza. 

Conforme o artigo, produzido pelos pesquisadores brasileiros Miguel Nicolelis, Rafael Raimundo, Pedro Peixoto e Cecília Andreazzi, apesar de os aeroportos internacionais - como o de Fortaleza -  terem sido os principais pontos de entrada para o novo coronavírus no Brasil, foi possível constatar, por meio da análise de dados, que o tráfego nas rodovias também influenciou, no estágio inicial da pandemia, a rápida disseminação da Covid. 

Outro ponto evidenciado na pesquisa é a dinâmica nas cidades chamadas “super espalhadoras” do vírus, sendo Fortaleza uma das 17 capitais classificadas com esse status, e ainda a distribuição desigual dos recursos de saúde nas diversas regiões do país.

Cidades espalhadoras

A cidade de São Paulo, apontam os dados de mobilidade urbana avaliados e apresentados no artigo, durante as primeiras três semanas da pandemia, foi responsável pela disseminação de mais de 85% dos casos que se espalharam pelo Brasil. Após isso, no período inicial da pandemia, a transmissão comunitária da Covid se estabeleceu em outras 16 cidades "super espalhadoras". 

Além de Fortaleza e São Paulo, integram a lista: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, VitóriaRecife, São Luís, João Pessoa, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Manaus, Belém, Curitiba, BrasíliaGoiânia, Cuiabá e Campo Grande.

Juntas, essas capitais, estima a pesquisa, respondem pela disseminação de cerca de 98% dos casos Covid no Brasil nos três primeiros meses da pandemia. 

Apesar da alta circulação do vírus nestas cidades, as viagens não essenciais nas rodovias brasileiras não foram impedidas. Ao seguirem, as BRs se tornaram rotas de dispersão do vírus e influenciaram a propagação da pandemia por milhares de municípios. 

Rotas de propagação do coronavírus

No estudo, as estradas foram categorizadas de acordo com a tipologia oficial: longitudinais  - aquelas que cruzam o país de norte a sul, como a BR-116 (que passa pelo Sul e chega ao Nordeste, sendo uma das que corta Fortaleza); transversais - que cruzam o país de leste a oeste, como a BR-222 (também atravessa Fortaleza); diagonais; estradas de ligação - mais curtas que conectam as principais estradas federais; e estradas radiais - que partem de Brasília, como a BR-020 (que chega a Fortaleza). 


(Diário do Nordeste)

Caderno: CEARA
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