Você está em: REGIONAL // Notícia de Anselmo // 12 de julho de 2021



Os moradores de Hidrolândia se reuniram na manhã desta segunda-feira (12), em uma manifestação contra os PMs que atiraram contra dois jovens e uma criança na última sexta-feira (09). A abordagem ocorreu após os policiais militares receberem uma denúncia de que haveriam algumas pessoas em um veículo de cor escura efetuando disparos de arma de fogo pelas ruas do município. A manifestação seguiu de forma pacífica até 12h.

A concentração do protesto ocorreu em frente ao Monumento na entrada da cidade sentido Santa Quitéria e seguiu pela avenida Cláudio Camelo Timbó, até chegar na Praça da Matriz. A ação contou com familiares e amigos das vítimas, a sua maioria em motocicletas e carros, portando cartazes pedindo por justiça após o ocorrido. O Portal A Voz de Santa Quitéria acompanhou e transmitiu a manifestação através de sua página no Facebook.

De acordo com a moradora do município Angélica Farias a manifestação é uma forma de se solidarizar com as famílias das vítimas que são conhecidos da cidade. “Podia ser meu filho, podia ser o filho da vizinha ou de outro amigo. Podia ser filho de qualquer pessoa da cidade. A gente foi se solidarizar com as famílias das vítimas que são nossos conhecidos. Sem condições! A gente quer distância de policias assim, queremos que os policiais sejam punidos”, afirmou a hidrolandense.

“A obrigação da polícia é deixar a população segura. Eles amedrontaram. Graças a Deus que não aconteceu o pior”, finalizou a moradora.

O pai de uma das vítimas é o ex-vereador Pedro Peres que cobrou justiça sobre o ocorrido. "Foi uma sacanagem muito grande, policiais despreparados, que não tinham orientação de nada do que estavam fazendo. Estamos todos revoltados demais, vamos atrás de tudo para fazê-los pagarem por isso", desabafou.

Sobre o caso



O caso que ganhou repercussão em todo o Ceará, revoltou a população de Hidrolândia, que cobra celeridade na punição dos autores dos tiros. Duas pessoas - Pedro Henrique Peres Freitas, 21 e Raimundo Diogo de Siqueira Neto, 22 - foram transferidos na mesma noite para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Já a criança de 10 anos foi encaminhada para um hospital de Fortaleza.

Pedro Henrique perdeu a visão de olho direito e segundo a Santa Casa de Misericórdia de Sobral, está sendo acompanhado por neurocirurgiões. Seu quadro de saúde é estável, mas ainda inspira cuidados, haja vista que permanece com uma bala alojada no fêmur.

Diogo de Siqueira Neto foi baleado na coluna e no joelho direito, ele foi submetido a cirurgia na região vertebral, felizmente descartando a possibilidade aventada de ficar paraplégico e o seu quadro também é estável, mas inspira cuidados. De acordo com uma prima dele que o acompanha na unidade, a equipe médica afirmou que a recuperação dele dependerá completamente do seu corpo.

Já a criança de 10 anos foi encaminhar para Instituto Dr. José Frota, em Fortaleza. Além da fratura da mandíbula, ele deverá passar por outra cirurgia para retirar a bala alojada no pescoço.

‘Tudo estava cheio de sangue’
De acordo com Alice Mororó, namorada de Diogo de Siqueira Neto, a situação foi ‘agoniante’ e no momento, chegou a pensar que também tinha levado um tiro.

‘Foi muito agoniante e ficou tudo cheio de sangue. Ficamos muito nervosos, a gente não pôde nem ficar no local porque era muito sangue. Saímos para procurar socorro porque o meu namorado disse que estava com muita dor nas costas. Eu pensei que eu tinha levado um tiro na perna, mas como eu não estava sentindo nenhuma dor, eu vi que estava tudo bem”, relembrou a jovem.

De acordo com uma parente que preferiu não ser identificada, os jovens estavam saindo do carro, quando foram surpreendidos por disparos de arma de fogo efetuados pela composição. No primeiro momento, segundo ela, não perceberam que se tratava de uma viatura da Polícia, porque a sirene estava desligada.

A Policia Militar do Ceará determinou o afastamento dos dois policiais envolvidos nos disparos contra três pessoas na sexta-feira passada em Hidrolândia. Um inquérito policial militar foi instaurado para aprofundar os fatos. De acordo com a instituição, os PMs foram afastados de suas funções operacionais até a elucidação do caso. 
 
 (A Voz de Santa Quitéria)

 
Caderno: REGIONAL
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