Você está em: MUNDO // Notícia de Fagner Freire // 2 de fevereiro de 2022

 


Em janeiro, a Alphabet - dona do Google - anunciou que um serviço gratuito da empresa para clientes corporativos seria descontinuado. Chamado de G Suite, o pacote de ferramentas online não aceitava, desde 2012, cadastros fora do plano pago, mas as contas criadas antes desta data seguiam funcionando.

Lançado em 2006 (à época com o nome Google Apps), o G Suite permitia que empresas usassem serviços online do Google, como Gmail, Drive e calendário, associados a endereços de e-mail personalizados. Era possível ter até cem contas vinculadas ao site de uma mesma companhia, o que fez do G Suite uma ferramenta popular para empresas de pequeno porte.

Fim do G Suite obriga clientes a migrar para opção paga

Com a mudança, os usuários receberam três opções: migrar os dados para o Google Workspace, que tem preços a partir de R$ 24,30 por usuário; ou fazer o download manual dos arquivos e procurar serviços similares de outras empresas. A última alternativa é apenas não fazer nada e ter as informações excluídas, a partir de 1º de julho.

Após reclamações de diversas pessoas que usavam o serviço para fins pessoais, a Alphabet decidiu desenvolver mais uma alternativa ao fim do G Suite. Embora os detalhes ainda não tenham sido anunciados, tudo indica que será possível mover cada usuário, individualmente, para contas pessoais do Google.

Neste caso, porém, tudo indica que os e-mails Google com domínios personalizados (era possível ter, por exemplo, um Gmail com endereço bemfica@deoliva.com), não serão disponibilizados. Esta possibilidade era um dos principais atrativos do serviço, e muitas pessoas usavam este recurso individualmente, não como empresa.

Maioria dos usuários não será afetada pelo fim do G Suite

A grande maioria dos usuários não precisa se preocupar com o fim do G Suite gratuito. Isso porque a mudança não tem relação com as contas Google pessoais (terminadas em @Gmail.com), que seguirão funcionando normalmente.

As contas corporativas do Google que tenham sido criadas depois de 2012 também seguem sem alterações. Neste caso, o serviço, que é pago, segue funcionando como já estava, pelo Workspace.

Fim do G Suite grátis: o que fazer?

Segundo a página de suporte do G Suite, a partir de 1º de maio, as contas do G Suite serão migradas para o Google Workspace em um plano pago. A faixa de preços será uma que ofereça funcionalidades (como quantidade de contas e espaço de armazenamento) similares às usadas no serviço gratuito.

Após dois meses de demonstração gratuita, em 1º de julho, será necessário confirmar a assinatura do Google Workspace. Caso contrário, as contas serão suspensas. Até o momento, quem não quiser ter a conta do G Suite cancelada tem três opções. Confira abaixo:

A primeira alternativa é migrar a conta do G Suite para o Google Workspace - apesar de, como explicado acima, ser possível fazer isso até 1º de julho, a Alphabet recomenda começar a migração imediatamente. Há três faixas de preço, começando em R$ 24,30 mensais por usuário, que permitem gerenciar contas corporativas com serviços do Google.

Outra possibilidade é fazer o download de todos os dados da conta e migrar para serviços de outras empresas. O procedimento é feito pelo site Google Takeout, oficial da empresa, e permite baixar e-mails, contatos, arquivos do Drive, entre outros. Não é possível, porém, salvar conteúdos pagos do Google Play, como aplicativos, jogos, livros e filmes, mesmo que tenham sido comprados em definitivo.

Para quem quiser manter os dados, e não faz questão do domínio personalizado, uma atualização recente na página de suporte do G Suite indica que o Google oferecerá a opção de criar uma conta pessoal gratuita (@Gmail.com) e migrar as informações. A empresa está recebendo sugestões de como fazer as mudanças pelo formulário disponível neste link.

(O Povo)

Caderno: MUNDO
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