Você está em: NACIONAL // Notícia de Fagner Freire // 1 de abril de 2022

 À esquerda, prefeito e primeira-dama na eleição de 2016; à direita, conversas do casal obtidas pela PF — Foto: Reprodução

Imagens obtidas pelo g1 nesta sexta-feira (1º) mostram conversas trocadas em um aplicativo de mensagens entre o prefeito de Guarujá, no litoral de São Paulo, Válter Suman (PSDB), sua esposa Edna Suman, e supostos beneficiários de um possível esquema de desvio de dinheiro público apurado pela Polícia Federal.

Os prints das conversas constam no inquérito da Polícia Federal, que foi obtido pela TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, e mostram o chefe do Executivo municipal falando da movimentação de alta quantia em dinheiro com outros políticos, familiares e conhecidos, todos investigados durante a operação. A ação apura possíveis fraudes em contratações nas áreas da Saúde e da Educação, realizadas pela Prefeitura de Guarujá.

Em algumas das conversas analisadas pela PF, a primeira-dama pede dinheiro para o ex-secretário de Educação, Marcelo Nicolau, que foi preso em flagrante junto com Suman na 1ª fase da operação, por lavagem de dinheiro. Ele estava em posse de aproximadamente R$ 1,7 milhão. A investigação apurou que ele era o operador da propina, e responsável por diversos contratos públicos indevidos.

Nas conversas, Edna manda Nicolau receber valores de Almir Matias - empresário suspeito de firmar contratos superfaturados com a prefeitura na área da Saúde. Na mensagem, ela diz: "O Valter pediu para você ir pegar com o Almir 50. E de lá a gente vai embora. Vou avisar ele".

Edna ainda pede para Nicolau acertar os valores com a empresa Monte Azul, que também é investigada por fraude em contratações com a Secretaria de Educação. Ela escreve: "Marcelo, perguntei ao Valter o valor da Monte Azul. Disse que não tratou valor, que iria acertar com você". Em outra mensagem, ela conclui: "Vai ficar a seu critério".

Ainda sobre as conversas entre os investigados, a Polícia Federal destaca um trecho em que Válter Suman diz à esposa para tomar cuidado, porque Almir estaria sendo monitorado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O prefeito pergunta: "Já pegou?". Edna responde: "Sim". Em seguida, Suman manda Edna pedir para Nicolau mais 50 com Almir. E afirma que o Gaeco está monitorando o empresário em Pernambuco. O prefeito ainda acrescenta: "Todo cuidado é pouco".

Em outro trecho, Suman pede para a esposa não fazer compras no cartão de crédito: "Edna, evite fazer compras desses valores. Estão sendo monitorados os gastos. Ainda mais em lojas de grife. Pague em dinheiro"

 

 

(g1)

Caderno: NACIONAL
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