Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 21 de abril de 2022

 Vereador Márcio Joias é alvo de investigação policial em Juazeiro do Norte, no Ceará. — Foto: Redes sociais/Reprodução

O vereador Márcio André Lima de Meneses, conhecido como Márcio Joias (União Brasil), uma servidora e outros ex-vereadores são investigados em uma operação da Polícia Civil que apura uma suposta empresa de fachada que recebeu R$ 4 milhões da prefeitura de Juazeiro do Norte, no Ceará. A “Operação Aurantium” foi deflagrada nesta quarta-feira (20).

O estabelecimento obteve as verbas utilizando pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para tentar ocultar aquele que realmente a administrava. O parlamentar é pré-candidato a deputado estadual pelo partido União Brasil. O g1 entrou em contato com o vereador Marcio Joias, e aguarda resposta.

A prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Procuradoria Geral do Município, informou que não vai se pronunciar por enquanto.

O trabalho policial objetiva desarticular uma organização criminosa envolvida em crimes de fraudes à licitação, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso, ocorridos no município entre 2019 e 2022. Apesar da operação, a Polícia Civil não informou se alguém foi preso.

Márcio Joias foi afastado por 180 dias da função, conforme decisão do Poder Judiciário do Ceará publicada na última segunda-feira (18). A determinação impõe ainda que ele fica proibido de entrar na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, bem como o bloqueio de todas as senhas, logins de acessos aos computadores, redes e quaisquer sistemas vinculados no prazo máximo de 48 horas.

O suplente Alberto Testinha, do União Brasil, vai assumir o cargo do vereador afastado.

Mandados judiciais

Ao todo, 29 policiais civis cumpriram 19 mandados judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, nove de sequestro criminal de bens para apreender veículos, imóveis, bloqueio de contas bancárias e fundos de investimento, um de afastamento cautelar de suspensão de exercício de mandato eletivo por 180 dias e um de suspensão da atividade econômica e financeira em relação aos contratos da empresa com o poder público municipal.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas e cumpridos nas cidades de Juazeiro do Norte e Tianguá, outro município no interior do Ceará, tendo como objetivo colher novos elementos de informação para finalização da investigação policial.

A investigação é realizada pela Delegacia de Combate à Corrupção – núcleo Cariri – do Departamento de Recuperação de Ativos (DRA) e apoio dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior Norte e Sul. 

 

(G1/CE)

Caderno: CEARA
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