Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 20 de maio de 2022

 Policiais chegaram minutos após o crime — Foto: Reprodução

O ex-marido acusado de matar a atendente de curso de idiomas Emanuelly Vasconcelos foi condenado a 16 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, nesta quinta-feira (19). O caso aconteceu em Fortaleza, em 2019, no Bairro Henrique Jorge. Isac Ângelo dos Santos Filho estava preso desde então, e foi condenado três anos após o crime.

À época, familiares da vítima afirmaram que o agressor dizia saber "todos os passos dela". A vítima recebeu uma ligação de alguém não identificado, no meio do expediente, avisando que o ex estava indo para o local matá-la. O casal teve um filho, que hoje tem cerca de 13 anos.

O ex-marido foi condenado por homicídio triplamente qualificado por motivação torpe, utilização de meio cruel e feminicídio.

Testemunhas disseram à polícia que Isac Ângelo dos Santos Filho estacionou em frente ao prédio, entrou e trancou a porta do estabelecimento. Logo depois disparou cinco vezes contra a atendente, que foi atingida por quatro tiros.

Ao ouvirem os disparos, os alunos dos cursos profissionalizante e de idiomas que estavam em aula correram e tiveram de quebrar a porta do prédio para sair do local. O casal esteve junto por 17 anos e estava separado há cerca de três meses de quando o crime aconteceu.

Polícia do outro lado da rua

A polícia, que possuía um posto em uma unidade do outro lado da rua onde fica o estabelecimento, também ouviu os disparos e chegou momentos após o crime. Isac foi preso em flagrante e levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A arma, um revólver calibre 38, foi apreendida.

A polícia informou, ainda, que havia relatos de que o homem era agressivo e agredia fisicamente a vítima, mas não havia pedido de medida protetiva para a jovem.

Ligação horas antes do crime

Após o crime, um familiar afirmou que Emanuelly recebeu uma ligação no celular de alguém dizendo que Isac estava indo matá-la. A pessoa não se identificou ou a vítima não revelou para os colegas de quem era a ligação, conforme o familiar.

Após o telefonema, funcionários chegaram a fechar a porta, no entanto, abriram novamente, pois acharam que o agressor não cometeria o crime tão perto de uma unidade da polícia.

'Sei todos os teus passos'

O primo da vítima, Wesley Vasconcelos, contou que Emanuelly tinha medo que o agressor a atacasse na saída do trabalho, por isso, ele chegou a levar lanche para ela, um dia antes do crime, a pedido da prima e também a apanhou no fim do expediente algumas vezes. "A gente era como irmãos", disse o familiar à época.

Ela mostrava mensagens enviadas pelo assassino por celular. "Nas mensagens, ele dizia 'eu sei que hora tu chega, eu sei com quem tu chega, eu sei se tu vai pra casa com teu pai, se tu vai de Uber, de ônibus, sei todos os teus passos", afirmou o primo. 

 

(g1)

 

Caderno: CEARA
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