Quedas, acidentes de moto e engasgos lideram atendimentos no IJF, em Fortaleza

 Hospital IJF, em Fortaleza, registrou mais de 28.700 atendimentos de janeiro a maio de 2022. — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Os ferimentos e fraturas causados por quedas, os acidentes de motocicleta e os engasgos lideram os atendimentos do Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), maior unidade hospitalar de urgência e emergência de Fortaleza, nos cinco primeiro meses deste ano.

De janeiro a maio, o IJF atendeu mais de 28.700 adultos e crianças. Destes atendimentos, 6.780 pessoas foram hospitalizadas na unidade por conta de quedas da própria altura e de outros lugares, em segundo lugar, vêm os acidentes de trânsito em motos, com 3.642 atendimentos e em terceiro, 1.864 pessoas que buscaram o hospital devidos a engasgos e aspirações de objetos estranhos.

A unidade registrou também 1.767 atendimentos por intoxicação aguda e 1.295 casos de queimaduras. Já o número de cirurgias eletivas e de emergência realizas este ano passa de 6 mil.

Conforme Riane Azevedo, superintendente do IJF, os atendimentos deste ano são 39% maior do que o do mesmo período do ano passado. A médica destaca também os cuidados hospitalares que envolvem os atendimentos de queda e acidentes de trânsito, principalmente os causados por motos.

"Quedas correspondem a 23% dos nossos atendimentos e os acidentes de trânsito vêm em segundo lugar, com 15% dos que nós recebemos e desses 70% são de acidentes de moto. São acidentes que envolvem politraumatismos, não é só uma região afetada do corpo, muitas vezes tem um traumatismo craniano associado, uma amputação de um membro, realmente impacta muito. Já os idosos, pela fragilidade, pelo tempo de idade, muitas vezes vêm associados de fraturas de fêmur ou um traumatismo craniano. Obviamente que a recuperação é mais lenta, pela própria questão da idade", disse Riane Azevedo.

Pacientes de outros municípios

Na soma das internações em enfermarias, por conta da complexidade e gravidade das lesões, 48% são pacientes são de outros municípios do Ceará, enquanto 52% são de Fortaleza.

Ainda segundo a superintendente do IJF, os pacientes de outros municípios são encaminhados através da central de regulação, o que evita uma sobrecarga na unidade.

"Nós estamos aqui para atender todos os pacientes que vêm do interior, mas é claro que isso tem que se dá da melhor forma, através da regulação. Então esse pacientes têm que se dirigir a unidade do hospital do interior, para que lá ele seja avaliado e haja uma regulação do caso dele, com a regulação de Fortaleza para que a gente possa atender os casos mais graves. Se vier todo mundo ao mesmo tempo, acaba que a gente não consegue absorver toda essa demanda e vai prejudicar a assistência daqueles mais graves. A gente atende todas as pessoas nesse critério da regulação", afirma Riane. 

 

 

(G1/CE)

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