Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 4 de agosto de 2022

 

Mesmo após o fim da pós estação chuvosa – período correspondido entre os meses de junho e julho – as chuvas seguem sem darem trégua no Ceará. Nas últimas 24 horas, mais de 75 municípios cearenses tiveram registro de pluviometria.

O maior volume foi observado em Jaguaribe, com 60 milímetros, seguido por Itapipoca (36,8 mm) e Umari (31 mm). Os dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) são parciais, portanto, podem sofrer atualização ao longo do dia. 

A tendência, no entanto, é de continuidade dessas chuvas nos próximos dias. Segundo Vinícius Oliveira, meteorologista da Funceme, as áreas de instabilidade que têm causados as precipitações devem continuar atuando no Ceará pelo menos até esta sexta-feira (5).

Já o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Flaviano Fernandes, explica que essas chuvas que vêm ocorrendo fora da quadra-chuvosa devem-se aos “sistemas meteorológicos que estão atuando no leste do Nordeste e seguem mais intensos, provocando chuvas até no interior do Nordeste”.

Outro fator determinante para o favorecimento das chuvas no Ceará, ainda conforme Flaviano, diz respeito às águas superficiais do oceano Atlântico Tropical que “continuam quentes”. Esse aquecimento das águas tem influência direta na ocorrência das precipitações. 

Confira os 20 maiores volumes entre quarta e quinta-feira (4):

  • Jaguaribe: 60 mm
  • Aratuba: 45 mm
  • Itapipoca: 36,8 mm
  • Umari: 31 mm
  • Caririaçu: 30 mm
  • Jardim: 28 mm
  • Porteiras: 25 mm
  • Tauá: 23,8 mm
  • Icapuí: 23,4 mm
  • Orós: 22 mm
  • Dep. Irapuan Pinheiro: 21 mm
  • Aracati: 20 mm
  • Meruoca: 19 mm
  • Baturité: 19 mm
  • Pedra Branca: 18 mm
  • Marco: 17,4 mm
  • São Gonçalo do Amarante: 17 mm
  • Senador Pompeu: 16 mm
  • Ocara: 14 mm
  • Ipaumirim: 13,6 mm
MÉDIA SUPERADA

Em apenas 4 dias, a média histórica de agosto (4,9 mm) já foi superada. Conforme a Funceme, neste início de mês já há 11,1 milímetros de chuva acumulada, o que representa um desvio positivo de 127,1%. Em julho, a normal climatológica também foi rompida.

O mês passado fechou com 27.2 mm de chuva, o que representa 76,7% acima da média. Índice superior só fora observado em 2015, quando aquele mês acumulou 34 mm.

 
(Diário do Nordeste)
Caderno: CEARA
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