Casal fica noivo em hospital no Ceará após acidente automobilístico

 Equipe do hospital cuidou para que momento pudesse ser realizado

O sonho de pedir a namorada em casamento se concretizou de uma maneira diferente para o carcinicultor José do Carmo Bezerra Júnior. Ele requisitou a companheira, a analista financeira Deisemar Nogueira, em matrimônio no Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), em Limoeiro do Norte, onde os dois estão internados após sofrerem um acidente automobilístico. A surpresa foi realizada na última segunda-feira, 11.

Tudo começou quando José do Carmo afirmou aos funcionários ter o desejo de se casar com a companheira. A partir de então, integrantes da equipe médica responsável por acompanhar os dois se mobilizaram para atender ao interesse.

De acordo com o Coordenador de Fisioterapia do HRVJ, Roni Rodrigues, uma rápida conversa com o carcinicultor foi suficiente para articular o pedido junto com outras pessoas.

“O José começou a chorar enquanto a gente conversava. Ele pediu a minha mão. Eu disse que o pior já tinha passado. Era necessário olhar para frente. Foi quando a Deisemar disse que só assim para ele parar de enrolá-la. Então, o José falou que a iria pedir em casamento no mesmo dia”, afirmou o coordenador.

A partir do diálogo, Roni solicitou, junto ao setor responsável pela privacidade do paciente, permissão para registrar o momento — após a anuência, ele percorreu todo o hospital chamando a equipe e procurando um buquê de flores.

“Estava próximo da visita. Fui para uma sala que tinha algumas pessoas. Perguntei quem era da família do José e da Deisemar. Expliquei que iríamos realizar uma surpresa, um pedido de casamento. Todos ficaram emocionados. O cunhado conseguiu as alianças. Voltei e falei que o momento [do pedido] poderia ser feito. Ele [José] queria mostrar o quanto ama a sua namorada”, disse Roni.

Após serem levados a um espaço mais reservado, José, com o amparo da equipe médica, pediu Deisemar em casamento — foram usadas plaquinhas com frases amorosas e motivacionais. Após a aceitação, o casal foi surpreendido com a presença de suas respectivas famílias.

O coordenador de Fisioterapia do HRVJ relata ser importante a realização de momentos como o ocorrido na segunda-feira, 11. Ele defende a necessidade da prática de ações voltadas para a humanização e assistência dos pacientes, como atividades descontraídas.

“Busco empregar esta cultura entre os meus empregados. Prego uma assistência humanizada segura e com qualidade. Então, é uma experiência que faço como forma de exercício todos os dias. O objetivo é atingir as pessoas, fazendo com que as estadias delas dentro das unidades de terapia sejam menos dolorosas e ansiosas. Então, brincamos, contamos histórias e realizamos atividades lúdicas”, concluiu o integrante do HRVJ.
 
O POVO

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