A Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) demitiu o servidor público Leonardo Nascimento Chaves, professor acusado de ordenar o assassinato da própria esposa. Kaianne Bezerra Lima Chaves, de 35 anos, foi assassinada dentro de casa, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A determinação sobre a demissão de Leonardo foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e assinada pela titular da Seduc, Eliana Nunes Estrela. Consta na publicação que a Pasta acatou integralmente relatório apresentado pela 2ª Comissão Processante da Procuradoria Geral do Estado.
Leonardo ocupava o cargo de professor, integrante do Grupo Ocupacional Magistério, e perdeu a condição de servidor público devido à acusação do homicídio. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.
"A assistência à acusação, representada pelos advogados Fernanda Cavalcante e Jader Aldrin, recebe com serenidade e senso de justiça a exoneração de Leonardo Nascimento Chaves, medida alinhada à gravidade dos fatos e à decisão judicial que o pronunciou como mandante do feminicídio de Kaianne Bezerra. Para a família, o ato representa um sinal de responsabilidade institucional diante de um crime de grande repercussão. O caso avança para sua fase decisiva", disseram os advogados, com expectativa de que "o plenário ocorra com a seriedade necessária e que a Justiça seja alcançada".
Além de Leonardo, o Tribunal do Júri também deve decidir se condena ou absolve o réu Adriano Andrade Ribeiro, apontado como executor direto do crime e responsável pela ação dentro da residência da própria vítima, a mando do professor. Ambos seguem presos.
CRIME 'FRIAMENTE PREMEDITADO
Conforme o Ministério Público do Ceará (MPCE), Kaianne foi vítima de um crime 'friamente premeditado', pelo próprio esposo dela.
Um terceiro homem foi acusado por envolvimento no crime, mas restou impronunciado por a Justiça entender "ausência de indícios suficientes de autoria".
(Diário do Nordeste)



