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| Foto: Reprodução |
O Ceará registrou mudanças no cenário da seca em fevereiro, com redução das áreas em situação mais severa e avanço em níveis intermediários, segundo o Monitor de Secas. O levantamento aponta uma redistribuição da intensidade do fenômeno no estado, com impactos diferentes entre as regiões.
Por outro lado, a seca grave avançou de 20,48% para 30,2%. O aumento de 9,72 pontos percentuais equivale a um crescimento aproximado de 47,5%, o que mostra que, apesar do recuo da seca extrema, houve expansão das áreas com impacto significativo no Ceará.
Ao todo, 36 municípios estão em condição de seca extrema, quadro associado a perdas significativas de culturas e pastagens, além da redução no volume de mananciais. Já a seca grave atinge 60 municípios, ampliando a preocupação com os efeitos prolongados da estiagem.
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o cenário é resultado de chuvas ainda irregulares neste início de ano, somadas ao período de escassez registrado no segundo semestre de 2025.
Monitor de Secas orienta ações no Ceará
O Monitor de Secas é uma ferramenta que acompanha, de forma contínua, a situação da estiagem no Brasil, com divulgação mensal de mapas que indicam a intensidade e a abrangência do fenômeno em cada estado.
A iniciativa é coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com apoio de instituições estaduais. No Ceará, a análise dos dados é realizada pela Funceme, que utiliza as informações como base para orientar decisões nas áreas de agricultura, recursos hídricos e políticas públicas.
(GC+)



