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| Crédito: Freepik |
Um homem foi preso em flagrante pelo crime de armazenamento de conteúdo de abuso sexual de crianças e adolescentes, na manhã desta quarta-feira, 1°, no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A prisão do suspeito, não identificado, resulta de duas operações simultâneas deflagradas pela Polícia Federal (PF).
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do investigado, os policiais encontraram arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil no celular dele.
As ações, denominadas Operação Inocência Protegida XVI e Operação Inocência Protegida XVII, foram cumpridas nas cidades de Eusébio e Camocim, no interior do Ceará.
As operações visam reprimir crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento e acesso a material de abuso sexual infantojuvenil na internet.
O homem preso nesta quarta foi localizado a partir da investigação da PF, que identificou a participação dele em grupo de aplicativo de mensagens, que compartilhava arquivos contendo conteúdo de abuso sexual infantil.
“O armazenamento, o compartilhamento e até mesmo o simples acesso a esse tipo de material configuram crime grave, que contribui diretamente para a perpetuação da violência contra crianças e adolescentes”, reforça a PF.
Operação Inocência Protegida XVII: outros suspeitos em Camocim
A partir de informações encaminhadas por uma organização não governamental (ONG) a PF iniciou a apuração da Operação Inocência Protegida XVII.
A ONG identificou uma pasta contendo centenas de arquivos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil, que estavam disponíveis em plataforma de armazenamento em nuvem.
Conforme a PF, as apurações permitiram reconhecer que os materiais ilícitos eram acessados a partir de um endereço localizado em Camocim, no Litoral Oeste do Ceará.
Nesta segunda ação, o mandado de busca e apreensão foi cumprido no local, onde dispositivos eletrônicos foram apreendidos para análise pericial.
Os equipamentos apreendidos e a rede de internet eram de uso compartilhado, e, por isso não houve prisões em Camocim, porque, segundo a PF, ainda é necessária a individualização da conduta para identificação do(s) responsável(is).
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal para apreender celulares, computadores e mídias digitais, para análise pericial, que podem confirmar a materialidade dos crimes e a identificação de eventuais outros envolvidos.
Na medida de suas condutas, os investigados poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As investigações continuam em andamento para identificação de outros envolvidos e na adoção de novas medidas.
(O Povo)



