Resumo
O estudante cearense Matheus Facó conquistou medalha de prata na Nordic-Baltic Physics Olympiad, realizada em Tallinn, na Estônia, alcançando o melhor desempenho entre os brasileiros.
A conquista foi resultado de uma rotina intensa de estudos, que chegava a mais de 12 horas diárias, além de superação emocional durante a prova.
Apesar de uma frustração inicial por não alcançar o ouro, o estudante valoriza a medalha como uma vitória pessoal e pretende seguir carreira na área, com foco no ITA.
O estudante cearense Matheus Facó conquistou medalha de prata na Nordic-Baltic Physics Plympiad (NBPhO), realizada entre os dias 24 e 26 de abril, em Tallinn, capital da Estônia. O aluno do Colégio 7 de Setembro obteve o melhor desempenho entre os integrantes da delegação brasileira na competição.
Nesta edição, o Brasil conquistou ainda três medalhas de bronze. A olimpíada reúne estudantes de diversos países em provas teóricas e experimentais de alto nível.
A preparação para o
resultado envolveu uma rotina intensa de estudos. Segundo Matheus, a
carga diária ultrapassava 12 horas, com foco na resolução de problemas
avançados e na compreensão aprofundada de conteúdos. “Eu seguia uma
rotina de dedicação exclusiva, muitas vezes superando as 12 ou 15 horas diárias de estudo”, afirma.
Apesar do preparo, o início da prova foi marcado por tensão. “Assim que abri o caderno, o peso da responsabilidade me atingiu de uma forma que eu não esperava: eu simplesmente paralisei”, relata. Ele afirma que levou cerca de uma hora para retomar a concentração. “Em um certo ponto, eu precisei decidir entre desistir ou lutar com o tempo que me restava”, completa.
Ao comentar o resultado, o
estudante diz que teve uma reação inicial ambígua. “Meu primeiro
sentimento foi uma ponta de frustração em pensar no ouro que poderia ter
vindo”, afirma. Em seguida, destaca o significado da conquista: “Hoje,
olho para essa medalha de prata com um orgulho imenso; ela representa a
minha vitória sobre mim mesmo.”
Matheus
também destacou o impacto da experiência internacional. “Sair do calor
do Brasil e chegar em Tallinn, com aquele clima e arquitetura medieval
preservada, foi impactante”, diz.
“Essa
medalha é resultado de um esforço coletivo”, afirma, ao citar o apoio
da família, professores e colegas ao longo da trajetória.
Como próximos passos, o estudante pretende seguir na área e ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Para outros jovens, deixa um conselho: “Nunca é cedo demais para começar. O tempo é o seu maior aliado.”
O Povo


