Terceiro cearense é preso na Bolívia por integrar facções em intervalo de cinco dias

 

Foto: Redes sociais/Reprodução 




Um terceiro suspeito cearense foi preso na Bolívia em cinco dias. Outros dois homens, apontados como chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), foram capturados presos no último domingo (10). A terceira prisão, que aconteceu na cidade de Cojiba, foi anunciada pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas, nas redes sociais, na noite desta quinta-feira (14). 

O governador informou que o suspeito, que tem 23 anos, é apontado como membro de uma organização criminosa responsável por vários crimes em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. O nome do suspeito não foi divulgado.

"A ação contou com a parceria da Polícia Civil do Acre e da Polícia da Bolívia. Outras duas pessoas já haviam sido presas nesta semana naquele país. Parabéns aos nossos policiais civis e a todos os envolvidos em mais esta operação internacional", disse o governador, em publicação.

Outras prisões

Os dois cearenses apontados como chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) faziam a segurança do pessoal do narcotraficante uruguaio Sebastian Marset, segundo a Polícia Federal.

Marset era um dos fugitivos mais procurados pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos. Ele foi capturado em março deste ano, na mesma cidade boliviana que os cearenses estavam.

Felipe Anderson Pinho de Sousa, conhecido como “Felipe Pacote”, de 32 anos, e Gleison Gomes de Oliveira, o “Zé Caboclo”, de 30 anos, foram localizados em uma chácara na cidade de Santa Cruz de La Sierra.

No local, os agentes apreenderam 21 armas, sendo 15 fuzis, carabinas e 3 pistolas. Além disso, foram localizados no imóvel fardamentos da polícia boliviana, drogas, 150 mil dólares, veículos, celulares, entre outros objetos. Dois bolivianos também foram presos durante a ação.

Felipe Pacote possui passagens por homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas e porte o posse ilegal de arma de fogo. Ele estava com um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça do Ceará por integrar organização criminosa. Gleisson também possui antecedentes por fazer parte de grupo criminoso.

Além do mandado contra Felipe, os agentes autuaram os cearenses e os bolivianos em flagrante por outros crimes.


Envio de armas para o Ceará

Investigações das forças de Segurança do Ceará apontaram que Felipe e Gleisson eram investigados por enviar armas para as cidades Itapipoca, Ibiapina, Tianguá, Merucoca, Itapajé, Sobral, Trairi, tauá, Guaramiranga e alguns bairros de Fortaleza.

"Eram responsáveis por determinar crimes na região Norte do nosso estado. Mais precisamente em Itapipoca e no entorno. Essa integração de enfrentamento contra o crime organizado, juntamente com a Polícia Federal, fez com que todas as informações trabalhadas pela inteligência da Polícia Civil e Miliar, associada a Ficco, em diálogo com a polícia boliviana, para efetuar essa prisão importante", disse o secretário de Segurança do Ceará, Roberto Sá.

Ainda de acordo com o secretário, Felipe Anderson quebrou a tornozeleira eletrônica para fugir do país no início do ano. A dupla já estava sendo monitorada.

Agentes apreenderam 21 armas em uma chácara na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde foragidos do Ceará estavam escondidos. — Foto: Reprodução

"Nós descobrimos essa conexão desses foragidos com a Bolívia. Tanto que prendemos lá o 'Nem da Gerusa' e agora essas duas prisões", falou o secretário de Segurança.

O superintendente da Polícia Federal no Ceará, Antônio Simões Franco, destacou que a captura dos cearense e dos bolivianos foi possível graças a integração das forças de segurança.

"Ela só foi possível por conta de várias engrenagens que trabalharam juntas e cominaram com o resultado almejado. [...] Cada entidade tem uma informação e cabe a Ficco fazer a interligação dessas informações, através da Polícia Federal, que faz a articulação internacional, permitindo que uma força policial de outro país cumpra diligências de entidade brasileira", destacou Franco.

A ação foi realizada pelas polícias Civil e Militar do Ceará, em apoio com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE), Polícia Boliviana – FELCN, e Oficialato de Ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra - Bolívia. 



(g1)

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