Anvisa manda recolher lote de repelente após falha em substância contra mosquitos

 




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário e a suspensão da venda de um lote do repelente Repele Mavaro após testes laboratoriais identificarem irregularidade na concentração do IR3535, substância responsável pela proteção contra insetos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29).

A medida atinge exclusivamente o lote 61/411 do produto, fabricado pela Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. Segundo a agência reguladora, o lote apresentou resultado insatisfatório em análise que avalia a quantidade do ingrediente ativo presente na fórmula do repelente.

O laudo utilizado como base para a decisão foi emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório oficial de saúde pública do Estado de São Paulo. O documento citado pela Anvisa é o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 458.1P.0/2026.

Qual lote do repelente foi suspenso pela Anvisa

A resolução determina quatro medidas imediatas relacionadas ao lote afetado do repelente Repele Mavaro:

  1. suspensão da comercialização;
  2. suspensão da distribuição;
  3. suspensão do uso;
  4. recolhimento voluntário do mercado.

A determinação vale apenas para o lote 61/411. Até o momento, a Anvisa não informou quantas unidades foram distribuídas nem detalhou qual foi exatamente a irregularidade identificada na análise laboratorial. Mesmo sem a divulgação técnica completa do desvio encontrado, a decisão indica que o produto não atingiu os parâmetros esperados de eficácia para repelir insetos.

O que levou ao recolhimento do repelente

Segundo a agência sanitária, o problema foi identificado em um ensaio relacionado ao IR3535, substância utilizada em repelentes corporais para afastar mosquitos e outros insetos. O composto químico é um dos ingredientes ativos mais utilizados nesse tipo de produto e funciona como uma barreira de proteção aplicada diretamente sobre a pele.

Quando a concentração do ingrediente não atende ao padrão aprovado, o repelente pode apresentar redução de eficiência. Na prática, isso significa que o consumidor pode não receber a proteção esperada contra picadas de insetos.

A preocupação ganha relevância principalmente em períodos de circulação de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya e zika. A resolução publicada pela Anvisa não cita risco tóxico relacionado ao uso do lote afetado. Ainda assim, a suspensão foi adotada para impedir a permanência no mercado de produtos fora das especificações técnicas exigidas.

O que é o IR3535 usado em repelentes

O IR3535 é uma substância usada em repelentes para proteção contra diferentes tipos de insetos, especialmente mosquitos. No Brasil, produtos desse segmento passam por fiscalização sanitária para garantir padrões mínimos de segurança e eficácia antes de serem comercializados.

As análises laboratoriais feitas por órgãos oficiais fazem parte desse processo de monitoramento contínuo realizado pela vigilância sanitária. Quando resultados insatisfatórios são identificados, a Anvisa pode determinar medidas preventivas como recolhimento e suspensão de venda. O objetivo é evitar que consumidores utilizem produtos que não estejam em conformidade com os critérios aprovados pela regulamentação sanitária brasileira.

O que consumidores devem fazer com o produto

Consumidores que possuem o repelente devem verificar o número do lote na embalagem do produto. Caso a identificação corresponda ao lote 61/411, a recomendação é interromper o uso. Também é importante acompanhar orientações oficiais divulgadas pela fabricante e pela própria Anvisa sobre procedimentos relacionados ao recolhimento do produto.

Até o momento, a agência reguladora não informou se haverá devolução automática, troca ou outra medida de compensação aos consumidores afetados. A decisão reforça o monitoramento permanente realizado pela vigilância sanitária sobre produtos de uso cotidiano vendidos no país. O controle inclui análises técnicas periódicas e pode resultar em suspensão sempre que forem identificadas irregularidades relacionadas à composição, qualidade ou eficácia dos produtos.




(GC+)

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