A influenciadora digital Virginia Fonseca, de 27 anos, estaria sendo alvo de apuração da Polícia Federal, segundo reportagem publicada pela revista piauí. A informação aponta que a análise teria como base Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram movimentações consideradas atípicas envolvendo empresas ligadas à influenciadora. O caso envolve ainda a análise da origem dos recursos e a possível existência de irregularidades financeiras, fiscais ou de lavagem de dinheiro, de acordo com a publicação.
A reportagem também destaca que o caso não tem confirmação pública de conclusão por parte das autoridades citadas, sendo tratado até o momento como apuração baseada nos documentos obtidos pela revista. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que todas as operações seguem dentro da legalidade.
Virginia Fonseca investigação Polícia Federal e relatórios do Coaf citados pela piauí
Segundo a revista piauí, os Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf teriam apontado movimentações expressivas envolvendo empresas ligadas à influenciadora. Entre elas está a Talismã Digital, que teria registrado entradas de R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024, com predominância de transferências via PIX e TED.
A publicação afirma que o volume movimentado chamou atenção por se tratar de uma empresa enquadrada no Simples Nacional, regime voltado a negócios de menor porte. Esse contraste teria levantado questionamentos sobre compatibilidade entre faturamento declarado e fluxo financeiro.
Movimentações financeiras de empresas ligadas à influenciadora chamam atenção
A reportagem também cita outras empresas associadas ao grupo empresarial da influenciadora, como a Wpink Suplementos Nutricionais e a Wepink Cosméticos. No caso da Wpink, o Coaf teria identificado movimentações que somam dezenas de milhões de reais em curto período, entre janeiro e março de 2025, com entradas e saídas praticamente equivalentes.
Já em relação à Wepink Cosméticos, operações fracionadas realizadas em depósitos em caixas eletrônicos teriam sido apontadas como fator de atenção pelo sistema financeiro, por dificultarem o rastreamento da origem dos valores.
A defesa da influenciadora, procurada pela revista piauí, negou irregularidades e afirmou que todas as movimentações teriam sido realizadas de forma legal, com emissão de notas fiscais e comunicação às autoridades competentes. Os advogados também sustentam que os valores são compatíveis com a atividade empresarial exercida.
O advogado Michel Saliba, que já acompanhou Virginia em depoimento na CPI das Bets, afirmou que ainda avalia se irá se manifestar sobre as novas informações. A assessoria da influenciadora também foi procurada, mas não havia se pronunciado até a publicação da reportagem original.
Virginia fala sobre críticas a empresas e repercussão nas redes sociais
Antes da divulgação da reportagem, Virginia Fonseca publicou um desabafo nas redes sociais em que comentou críticas recorrentes ao desempenho de suas empresas. Sem citar diretamente qualquer investigação, ela afirmou que seus negócios já foram questionados em diferentes momentos, mesmo com alegações de auditoria e crescimento das marcas.
A publicação foi interpretada por seguidores como uma resposta indireta ao aumento da exposição pública envolvendo seu nome.
As informações também se conectam ao trabalho da CPI das Bets, instalada no Senado Federal para investigar o mercado de apostas online no Brasil. Durante a comissão, o Coaf produziu relatórios sobre movimentações financeiras relacionadas à influenciadora, abrangendo períodos entre 2023 e 2025.
Na ocasião, a defesa classificou as análises como desnecessárias e afirmou que Virginia já havia prestado depoimento como testemunha, além de reforçar que suas atividades financeiras estariam regularizadas.
(GC+)



