Um ano após o assassinato da enfermeira Clarissa Costa Gomes, familiares e amigos da vítima voltam a se reunir nesta quinta-feira (9) para homenageá-la em uma missa, enquanto o processo criminal entra em sua fase decisiva. O acusado pelo crime, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, será submetido a júri popular na próxima segunda-feira (13), no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.
Clarissa, de 31 anos, foi morta com 34 golpes de faca em julho de 2025. O caso segue sendo acompanhado pela família, que aguarda o julgamento marcado pela Justiça. O Ministério Público denunciou o réu por homicídio qualificado, e ele permanece preso preventivamente desde o dia do crime.
A missa em memória da enfermeira será celebrada às 19h, na Paróquia Santo Antônio de Pádua, localizada na Rua Lourenço Pessoa, nº 760, no bairro Maraponga, em Fortaleza.
Julgamento marca nova etapa do caso Clarissa Costa
A sessão reunirá representantes do Ministério Público, da defesa, magistrados e sete jurados, responsáveis por decidir se o acusado será condenado ou absolvido.
Durante o julgamento, acusação e defesa apresentarão suas teses e as provas reunidas ao longo da investigação e da instrução processual. Ao final dos debates, caberá aos jurados responder aos quesitos formulados pela Justiça e decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.
O Tribunal do Júri é o órgão responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida, como homicídios e feminicídios.
Relembre o caso
Clarissa Costa Gomes foi assassinada dentro da própria residência, em Fortaleza. Segundo a investigação, o autor do crime foi o então namorado da enfermeira, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, que foi preso em flagrante no mesmo dia.
Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva. Durante o inquérito policial, o acusado confessou o crime. Em depoimento, informou que fazia uso de medicamentos para epilepsia e ansiedade. À época, o delegado responsável pelo caso registrou que o suspeito apresentava sinais de confusão mental e não reunia condições para prestar interrogatório naquele momento.
Clarissa era enfermeira, servidora concursada do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e, no dia em que foi morta, havia recebido a notícia de que tinha sido aprovada em um concurso da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Família relembrou os últimos momentos da vítima
Dias após o crime, a mãe de Clarissa relatou à TV Cidade que desconhecia episódios de agressões ou ameaças durante o relacionamento da filha com Matheus Anthony, que durou cerca de dois anos.
Ela contou que recebeu uma ligação de uma vizinha pedindo que fosse imediatamente até a residência da filha. Ao chegar ao imóvel, encontrou Clarissa caída na sala, já sem vida. Segundo o relato, ela tentou prestar socorro enquanto pedia que uma ambulância fosse acionada.
A mãe também afirmou que a filha chegou a pedir ajuda antes de morrer, mas que ninguém apareceu para socorrê-la naquele primeiro momento.
Familiares informaram ainda que o casal passava por um processo de separação. Apesar disso, a mãe afirmou que acreditava que os dois ainda mantinham o relacionamento.
Público poderá acompanhar o júri
A Justiça do Ceará informou que pessoas interessadas em acompanhar o julgamento precisaram realizar credenciamento prévio. O cadastro ficou disponível entre 24 de junho e 9 de julho, ou até o preenchimento do limite estabelecido para o plenário. O acesso será permitido apenas para maiores de 18 anos.
Mesmo com o credenciamento, a entrada dependerá da capacidade do salão do júri e seguirá a ordem de chegada.
Regras para acompanhar o julgamento
Os participantes deverão apresentar documento oficial com foto para acessar o Fórum Clóvis Beviláqua. A Justiça também determinou que não será permitido realizar gravações de áudio, vídeo ou qualquer outro tipo de registro durante a sessão.
Celulares e demais equipamentos eletrônicos não poderão ser utilizados no interior do plenário.
As medidas seguem as normas do Tribunal do Júri e têm o objetivo de garantir a regularidade dos trabalhos durante o julgamento.
Processo chega à fase decisiva um ano após o crime
Após um ano de investigação e tramitação judicial, caberá agora ao Conselho de Sentença analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa e decidir sobre a responsabilidade criminal do acusado.
(GC+)



