Ao todo, foram cumpridos 27 mandados judiciais, entre ordens de busca e apreensão e de sequestro de valores. Até a última atualização desta reportagem, não havia o balanço de quantas pessoas foram presas na ação desta sexta.
A operação foi realizada em Curitiba, São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana da capital, além de Porto Alegre (RS).
Sete pessoas foram presas na época do crime, por envolvimento no caso, que visou extorquir mais de R$ 3 milhões da vítima, segundo a polícia.
O empresário, de 58 anos e dono de uma empresa de produtos médicos, foi sequestrado em setembro de 2024, no bairro Jardim Botânico, em Curitiba, após criminosos simularem um acidente de trânsito.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou que o mesmo grupo já desviava dinheiro da empresa enquanto as suspeitas ainda trabalhavam no local. Os envolvidos emitiam boletos fraudulentos em nome de empresas de fachada criadas pelo próprio grupo.
“Como essas funcionárias atuavam diretamente no controle do fluxo das ordens bancárias, conseguiram realizar diversos pagamentos que originaram um prejuízo de R$ 8,3 milhões. Paralelo a isso, montaram uma rede de pessoas que recebiam esses valores e transacionavam entre elas de forma a tentar dificultar o seu rastreio”, explica o delegado Emmanoel David.
Ao todo, a PCPR identificou a participação de 11 pessoas e o pagamento de 46 boletos fraudulentos entre janeiro e setembro de 2024.
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