Tubarão ameaçado de extinção é encontrado no Rio Jaguaribe, em Fortim, no Ceará

 



Um tubarão ameaçado de extinção foi encontrado no Rio Jaguaribe, na altura do município de Fortim, no litoral leste do Ceará, nesta quarta-feira (5). O animal foi identificado como pertencente à espécie Carcharhinus obscurus, classificada como Em Perigo (EN) de extinção, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O caso ganhou repercussão após vídeos e fotografias circularem nas redes sociais. As imagens mostram o tubarão amarrado a uma embarcação, aparentemente sem apresentar reação. Em um dos registros compartilhados, uma pessoa coloca a mão na boca do animal.

A ocorrência chamou a atenção tanto pela condição da espécie quanto pelas circunstâncias em que o animal foi registrado, levantando questionamentos sobre a captura e o cumprimento da legislação ambiental.

Tubarão ameaçado de extinção é encontrado no Rio Jaguaribe

De acordo com o ICMBio, o Carcharhinus obscurus é conhecido no Brasil por diferentes nomes populares, entre eles cabeça-chata-do-sul, cação-baía, cação-fidalgo e machote. A espécie integra a lista oficial de animais ameaçados de extinção e está enquadrada na categoria Em Perigo (EN), classificação que indica elevado risco de desaparecimento na natureza caso não sejam adotadas medidas de conservação.

A presença do animal no Rio Jaguaribe ganhou destaque pela repercussão das imagens divulgadas e pelo fato de se tratar de uma espécie considerada prioritária para ações de preservação.

Espécie desempenha papel importante no equilíbrio ambiental

Os tubarões exercem papel fundamental nos ecossistemas marinhos e costeiros ao integrar a cadeia alimentar e contribuir para o equilíbrio da biodiversidade. A conservação dessas espécies é considerada estratégica para a manutenção da saúde dos ambientes aquáticos, uma vez que alterações em suas populações podem afetar o funcionamento de todo o ecossistema.

Por esse motivo, a ocorrência envolvendo um animal ameaçado de extinção desperta atenção dos órgãos responsáveis pela conservação da fauna.

Captura pode configurar crime ambiental

A captura de animais silvestres ameaçados de extinção pode configurar crime ambiental no Brasil. A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, para quem matar, perseguir, caçar, apanhar ou capturar espécimes da fauna silvestre sem autorização dos órgãos competentes.

Quando o crime envolve uma espécie oficialmente classificada como ameaçada de extinção, a legislação estabelece aumento de metade da pena. Além da responsabilização criminal, os envolvidos também podem responder administrativamente, com aplicação de multas pelos órgãos ambientais, e sofrer outras sanções previstas em lei, conforme as circunstâncias de cada caso.



(GC+)

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