Venda ilegal de gás de cozinha: homem é preso com 27 botijões em Fortaleza

 



Um homem de 47 anos foi preso em Fortaleza suspeito de venda ilegal de gás de cozinha. Ele foi localizado por policiais civis no Jardim Iracema após uma denúncia anônima sobre a comercialização irregular de botijões de gás.

No imóvel, foram encontrados 27 botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP), sendo oito cheios e 19 vazios. Parte do material apreendido foi encaminhada à Perícia Forense para análise.

A ocorrência foi atendida por policiais do 7º Distrito Policial, que realizaram diligências depois de receberem a denúncia. O homem foi conduzido à delegacia, onde foi ouvido. Ele foi colocado à disposição da Justiça.

Homem é preso com 27 botijões de gás em Fortaleza

Os policiais localizaram o suspeito em um imóvel no bairro Jardim Iracema. No local, estavam armazenados os recipientes que, de acordo com as informações repassadas à equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, seriam destinados à comercialização irregular.

Dos 27 botijões encontrados, oito estavam cheios e 19 vazios. Parte do material foi levada para análise pericial.

A venda e a revenda de gás de cozinha são atividades submetidas a regras específicas de segurança e funcionamento. O GLP é um produto inflamável, e o armazenamento dos recipientes precisa seguir as condições estabelecidas para esse tipo de atividade.

O homem foi encaminhado para a delegacia após a localização dos botijões. A situação deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis, inclusive em relação à regularidade da atividade exercida no imóvel.

O que a lei diz sobre venda ilegal de gás de cozinha?

A comercialização de GLP sem a autorização exigida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pode gerar consequências administrativas e criminais.

A atividade de revenda é regulamentada pela Resolução ANP nº 958/2023, que estabelece regras para o funcionamento dos revendedores de GLP. Entre as exigências estão condições relacionadas ao estabelecimento, ao armazenamento dos recipientes e à segurança da operação.

A ANP pode aplicar sanções administrativas em casos de revenda clandestina, incluindo multa e suspensão da atividade, além de outras medidas previstas na legislação.

A comercialização irregular também pode ter repercussão criminal. A Lei nº 8.176/1991 considera crime contra a ordem econômica adquirir, distribuir ou revender derivados de petróleo, gás natural e suas frações em desacordo com as normas estabelecidas em lei.

O artigo 1º da legislação prevê pena de detenção de um a cinco anos e multa para a conduta descrita na lei.

Quais são as regras para revenda de botijões de GLP?

A autorização para comercializar gás de cozinha não depende apenas da existência de botijões disponíveis para venda. O estabelecimento precisa atender a requisitos relacionados à documentação, à estrutura e às condições de segurança.

Entre os documentos e condições que podem ser verificados em uma fiscalização estão:

  1. autorização da ANP para a revenda de GLP;
  2. alvará da prefeitura;
  3. licença do Corpo de Bombeiros;
  4. condições dos botijões;
  5. forma de armazenamento dos recipientes;
  6. condições de segurança das instalações.

As regras de armazenamento são especialmente relevantes porque os recipientes transportáveis de GLP devem ser mantidos em condições adequadas de segurança.

A regulamentação do setor considera tanto a regularidade documental quanto as condições em que a atividade é exercida. Por isso, a existência de botijões em um imóvel, isoladamente, não é suficiente para definir o enquadramento jurídico de uma situação.

Parte do material foi encaminhada para perícia

Após a apreensão, parte dos botijões foi encaminhada à Perícia Forense para análise. O procedimento pode auxiliar na documentação da ocorrência e na avaliação do material apreendido.

O suspeito, de 47 anos, foi levado para a delegacia, onde prestou depoimento. Ele permanece à disposição da Justiça.

Até o momento, não foram informados o nome do homem, o endereço do imóvel, eventual identificação de estabelecimento comercial ou o resultado da análise pericial.


(GC+)

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